Polícia Federal investiga liquidação do Banco Master por possíveis crimes
Polícia Federal investiga liquidação do Banco Master; foco em Renato Dias Gomes e possível atuação de influenciadores. Caso pode evoluir para inquérito.
Investigação da Liquidação do Banco Master Pode Ganhar Contornos Policiais
O episódio envolvendo a liquidação do Banco Master, que começou com críticas nas redes sociais ao Banco Central, está sob análise da Polícia Federal. A situação pode evoluir para um inquérito policial, dependendo da avaliação de possíveis ações coordenadas para pressionar autoridades e instituições envolvidas no processo.
A Polícia Federal está conduzindo uma análise preliminar, organizando dados e cruzando informações para produzir um relatório técnico. Este documento será crucial para determinar se há indícios suficientes de crime para justificar a abertura formal de uma investigação.
A apuração ocorre em paralelo a outro inquérito já em andamento, que trata de suspeitas de crimes financeiros relacionados à tentativa de venda do Banco Master ao Banco de Brasília (BRB).
Foco na Ação de Renato Dias Gomes
O foco principal das investigações se concentra em Renato Dias Gomes, diretor de Organização do Sistema Financeiro e de Resolução do Banco Central. Ele foi o responsável por assinar o veto à proposta de compra do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB), uma decisão considerada central para o desfecho do caso, que está sob análise do Tribunal de Contas da União (TCU).
Influenciadores e Pressão Digital
Pouco antes da virada do ano, instituições e autoridades envolvidas no processo de liquidação foram alvo de uma intensa ofensiva nas redes sociais. Segundo o Broadcast, o volume e o tom das publicações chamaram a atenção pela simultaneidade e convergência de argumentos, questionando a credibilidade do Banco Central e da Federação Brasileira de Bancos (Febraban).
Recusa de Propostas e Abordagens
Dois influenciadores relataram ter recusado propostas de produção de conteúdo crítico ao Banco Central. O vereador de Erechim, Rony Gabriel, e a influenciadora Juliana Moreira Leite, ambos relataram abordagens com o objetivo de produzir conteúdo crítico ao Banco Central.
Detalhes da Abordagem a Rony Gabriel
Rony Gabriel afirma que foi procurado em 20 de dezembro por uma empresa especializada em “gerenciamento de reputação para um grande executivo”. A proposta envolvia a produção de vídeos defendendo a tese de que o Banco Master seria “vítima do Banco Central”.
Segundo o vereador, a empresa buscava recrutar perfis alinhados à direita, sob o argumento de uma disputa política “contra o sistema”, envolvendo “esquerda e Centrão”. O projeto teria o nome de DV, iniciais de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Contrato de Confidencialidade e Diretrizes
Foi enviado um contrato de confidencialidade que previa multa de R$ 800 mil em caso de descumprimento. Após a assinatura do termo, ocorreu uma reunião remota em que foram detalhadas as diretrizes do conteúdo: vídeos questionando a rapidez da liquidação e sugerindo a abertura de apurações no TCU contra o Banco Central.
Avaliação da Polícia Federal
Agora, cabe à Polícia Federal avaliar se essa movimentação ultrapassou os limites da liberdade de opinião e entrou no campo de ações coordenadas.
Autor(a):
Redação
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