Presenteísmo: Produtividade em Frangalhos e o Impacto Silencioso nas Empresas

Presenteísmo: A crise silenciosa que afeta o Brasil! 🤯 Empresas perdem 32% da produtividade por causa do baixo rendimento dos funcionários. Descubra o problema

22/05/2026 00:30

3 min

Presenteísmo: Produtividade em Frangalhos e o Impacto Silencioso nas Empresas
(Imagem de reprodução da internet).

Presenteísmo: O Custo Silencioso da Produtividade Reduzida

O absenteísmo, frequentemente temido pelas equipes de recursos humanos, é um indicador bem conhecido no mercado de trabalho. No entanto, uma nova preocupação tem ganhado espaço nas empresas: o presenteísmo. Diferente do absenteísmo, onde o funcionário não está fisicamente presente, o presenteísmo ocorre quando o colaborador está presente – seja no escritório ou em home office – mas com uma capacidade produtiva significativamente reduzida.

Elza Veloso, professora do Programa de Liderança e Gestão de Pessoas da FIA Business School, explica que “o funcionário do presenteísmo cumpre o horário, aparece onde tem que estar, mas não está, de fato, presente”.

Este fenômeno pode afetar empresas de todos os portes e setores, sendo causado por uma variedade de fatores, como sintomas físicos, emocionais ou cognitivos. A realidade é que ninguém é 100% produtivo em tempo integral, e o presenteísmo reflete situações prolongadas de queda na produtividade, muitas vezes relacionadas a problemas de saúde mental ou física.

O problema é que o presenteísmo é mais difícil de identificar do que o absenteísmo, pois a redução da produtividade é menos óbvia.

Entendendo as Causas do Presenteísmo

A CEO da plataforma de saúde mental Vittude, Tatiana Pimenta, destaca que o presenteísmo tem sido historicamente subestimado pelas empresas. Ela afirma que, embora o problema tenha ficado por um tempo fora do radar, a percepção dos custos tem mudado nos últimos anos, com as companhias reconhecendo que a perda de performance antes da licença médica representa um volume enorme de prejuízo.

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Dados do Censo de Saúde Mental da Vittude, publicado em 2025, revelam que as empresas brasileiras apresentam um índice de presenteísmo de 32%, o que significa que cada trabalhador perde um terço da produtividade potencial devido a limitações físicas, cognitivas, emocionais ou organizacionais.

Impacto Financeiro e Consequências Organizacionais

Essa perda de produtividade tem um impacto financeiro significativo, com uma estimativa de que, para cada R$ 100 investidos em folha de pagamento, R$ 32 deixam de retornar em trabalho efetivamente realizado. Além dos custos financeiros, o presenteísmo pode gerar outras consequências negativas para a empresa, como a sobrecarga de trabalho para outros colaboradores, problemas de saúde mental e um ambiente de trabalho contaminado.

Ricardo Guerra, CEO da plataforma de bem-estar corporativo Wellhub, ressalta que o presenteísmo existe em empresas de todos os portes, mas o impacto varia de acordo com a estrutura da organização.

Identificando e Combatendo o Presenteísmo

A professora da FIA Business School, Elza Veloso, sugere que o foco da medição de produtividade deve mudar, passando de horas trabalhadas para a qualidade e constância das entregas. Alguns sinais de alerta incluem quedas na qualidade do trabalho, atrasos, erros e perda de prazos.

A CEO da Vittude, Tatiana Pimenta, recomenda a aplicação do Work Limitations Questionnaire (WLQ), um formulário validado internacionalmente que avalia o impacto de problemas de saúde na produtividade. Ela enfatiza que o presenteísmo é um problema organizacional, e não apenas do profissional, e que as empresas devem agir na causa, revisando a carga de trabalho, prioridades, metas e oferecendo suporte para a saúde mental dos colaboradores.

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