Privatização da Copasa: Análise e Recomendações de Bancos Acompanham Venda

Governo de Minas Gerais avança com privatização da Copasa (CSMG3). Proposta visa saneamento e mobiliza R$ 10 bilhões. BTG Pactual e Itaú BBA recomendam compra, com metas de R$ 52,00 e R$ 55,90

29/01/2026 11:48

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(Imagem de reprodução da internet).

O governo de Minas Gerais avançou com a privatização da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa, CSMG3). A proposta centraliza-se no abastecimento de água e na coleta e tratamento de esgoto, utilizando o modelo de oferta secundária de ações sem tranche primária.

Instituições financeiras como o BTG Pactual e o Itaú BBA mantiveram recomendações de compra, com metas de R$ 52,00 e R$ 55,90, respectivamente, indicando valorizações de 1,3% e 8,8% em relação ao valor de fechamento anterior, que era de R$ 51,35.

Detalhes da Proposta

A assembleia geral de acionistas da Copasa deverá aprovar a proposta. O governo estadual poderá vender até 50,03% de sua participação na empresa. A privatização, aprovada em dezembro de 2025 pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais, tem como objetivo, segundo o governador Romeu Zema (Novo), ocorrer até abril de 2026, com potencial de movimentar pelo menos R$ 10 bilhões.

Utilização dos Recursos da Venda

O governo mineiro planeja utilizar os recursos da venda para quitar a dívida do estado com a União. A expectativa é que a privatização transforme a Copasa em uma corporação, com o controle pulverizado e sem um único “dono”.

Objetivos da Privatização

A privatização visa permitir que a Copasa tenha melhores condições para alcançar a universalização do saneamento. A estrutura estatutária inclui uma regra que limita o poder de voto de qualquer acionista a, no máximo, 45%.

Análises do Mercado Financeiro

Instituições financeiras como o BTG Pactual e o Itaú BBA acompanham de perto a privatização. O BTG Pactual projeta um dividend yield líquido de 4,1% para 2026 e 6,0% para 2027, destacando a estrutura de lock-up (bloqueio de venda de ações) parcialmente atrelada ao cumprimento das metas de universalização do saneamento até 2033.

O Itaú BBA avalia que a divulgação da proposta traz mais visibilidade aos termos de governança e à estrutura da transação, saindo da fase legislativa para a estrutural e transacional.

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