Procon-SP multa Enel por apagões em SP e região metropolitana em 2025

Procon-SP multa Enel por interrupções no fornecimento de energia em SP e região. Multa soma-se a nove autuações desde 2019. Enel detalha plano de contingência e investimentos

2 min de leitura

xr:d:DAFzrpAGk-M:11,j:5982315081705135719,t:23111115

O Procon-SP intensificou sua atuação contra a Enel, anunciando uma nova multa à concessionária devido a interrupções no fornecimento de energia em São Paulo e cidades da região metropolitana entre os períodos de 21 a 23 de setembro e de 8 a 14 de dezembro de 2025.

A decisão do órgão de defesa do consumidor se baseia em reclamações de clientes que apontam falhas na prestação dos serviços, incluindo a falta de energia por mais de 48 horas, o que excede os indicadores de continuidade apresentados pela própria Enel.

O Procon-SP ressaltou que essas interrupções violam o artigo 22 do Código de Defesa do Consumidor, que exige que concessionárias garantam serviços adequados, eficientes, seguros e contínuos, especialmente quando se trata de serviços essenciais como a energia elétrica.

A nova autuação soma-se a um total de nove multas que a Enel já acumulou desde 2019, quando assumiu a concessão em 24 municípios da região metropolitana e na capital paulista.

Resposta da Enel

A Enel informou que apresentou sua defesa ao Procon-SP dentro do prazo estabelecido e que está aguardando a análise do processo. A companhia detalhou que implementou um plano de contingência aprimorado para mitigar os impactos de eventos climáticos severos, incluindo o reforço das equipes em campo, a contratação de eletricistas, o aumento da frota de geradores e a intensificação das manutenções preventivas.

A concessionária destacou que, em 2025, duplicou o número de podas de galhos próximos à rede elétrica, alcançando mais de 650 mil intervenções no ano. A Enel também anunciou planos de investimento de R$ 10,4 bilhões em São Paulo até 2027.

Revisão de Dados e Impacto

Inicialmente, a Enel estimou que 4,4 milhões de clientes foram afetados pela falta de energia na região metropolitana de São Paulo devido a ventos fortes. Posteriormente, a empresa revisou essa estimativa, informando que o número inicial de 2,2 milhões de clientes impactados se referia ao pico de instalações interrompidas simultaneamente.

A Enel atribuiu a situação à sucessiva ocorrência de interrupções devido à força dos vendavais.

Sair da versão mobile