Rabat: A Capital Cultural da Unesco Eleita para Promover a Leitura

Rabat conquista a UNESCO e se torna destino literário! Descubra a capital marroquina, berço de editoras e a 3ª maior feira do continente africano. Uma

27/04/2026 8:19

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View of Rabat Morocco's capital city featuring the Kasbah des Ou...

Rabat: A Capital Marroquina Descoberta pela Unesco

Desde 2001, a UNESCO elege anualmente uma Capital Mundial do Livro, um título que celebra e promove cidades comprometidas com a leitura e o mercado editorial. Em 2025, o Rio de Janeiro se tornou a primeira cidade de língua portuguesa a receber essa distinção, marcando um momento de reconhecimento para o Brasil.

Já em 2026, a capital escolhida também se localizava à beira-mar, mas do outro lado do Atlântico, no norte da África, especificamente na cidade de Rabat, capital de Marrocos.

Rabat: Uma Escolha da Unesco

A seleção da Unesco para Rabat não foi uma coincidência. A cidade, com aproximadamente 1,7 milhão de habitantes, abrigava mais de 50 editoras e sedia a terceira maior feira internacional de livros do continente africano, conforme dados da agência da ONU.

No local, livrarias independentes proliferavam nas ruas, e instituições culturais como a Biblioteca Nacional do Reino do Marrocos, o Arquivo Nacional e o Instituto Francês de Rabat atuavam como centros de circulação de ideias, impulsionando a cena editorial da capital marroquina.

Por que Visitar Rabat?

Apesar de ser frequentemente esquecida pelos turistas em favor de destinos mais populares como Marrakech, Casablanca e Fez, Rabat oferece uma experiência única e tranquila. A cidade, com sua medina bem organizada e limpa, proporciona um ambiente ideal para passeios sem pressa, permitindo que os visitantes explorem seus souks (mercados) e pontos turísticos com calma.

A organização da medina, uma área antiga e murada, é incomum em comparação com outras cidades do país.

Riqueza Histórica e Cultural

Rabat possui uma história rica que remonta ao século XII, quando serviu como base militar da dinastia islâmica almóada. Antes disso, a região foi ocupada pelos romanos, que deixaram vestígios de sua presença no sítio arqueológico de Chellah, cercado por uma muralha de um quilômetro.

Os visitantes podem explorar as ruínas e descobrir a importância da cidade ao longo dos séculos. O bairro Kasbah dos Oudaias, construído pelos almóadas no século XII, também é um ponto de interesse, com suas ruelas medievais, cafeterias, lojas de artesanato e o Museu de Joias de Rabat, além de mirantes com vista para o Atlântico e suas casas em tons de branco e azul.

Monumentos e Atrações

Entre os monumentos históricos de Rabat, destaca-se a Torre Hassan, construída entre 1184 e 1199 como parte de uma mesquita inacabada, projetada para ser a maior do mundo. A construção foi interrompida com a morte do sultão Yacoub El Mansour, deixando a torre com 44 metros de altura.

O Mausoléu Mohammed V, construído em 1971, homenageia o rei que liderou o processo de independência marroquina do domínio francês, e abriga seu túmulo e o de seus filhos, além de funcionar como uma mesquita. O Palácio Real de Rabat, onde acontecem as reuniões oficiais do governo e onde reside a família real, está aberto para visitação com um guia oficial.

Além disso, a cidade abriga o Museu Mohammed VI de Arte Moderna e Contemporânea, o Grand Theater of Rabat, o edifício mais alto do continente africano, a Mohammed VI Tower, e praias com águas cristalinas.

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