Raízen em crise: BNDES resiste, Petrobras ignora e futuro do grupo em risco!

Raízen em crise: rating rebaixado e busca por soluções! Petrobras e BNDES entram na jogada. Saiba mais!

26/02/2026 16:13

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(Imagem de reprodução da internet).

A Raízen enfrenta um momento delicado, resultado de uma série de fatores interligados. O aumento dos custos de financiamento, somado a safras abaixo do esperado, impactou negativamente a geração de resultados. Adicionalmente, investimentos mais agressivos não geraram o retorno esperado no tempo previsto.

Essa situação complexa levou as agências de crédito a rebaixarem o rating da companhia, o que, por sua vez, causou a desvalorização de seus títulos no mercado.

Discussões e Propostas de Solução

Em resposta, o grupo se reuniu para analisar alternativas que pudessem estabilizar o balanço. Uma das ideias levantadas foi a venda de ativos estratégicos para a Petrobras, mas a estatal negou o interesse. Após a reunião em Brasília, surgiram propostas de diferentes fontes, com BTG e Shell apresentando suas opções.

As negociações se intensificaram em Londres e São Paulo, envolvendo também aportes de capital para reequilibrar as contas.

O BNDES e a Resistência Técnica

Paralelamente, a Cosan buscou o BNDES em busca de apoio financeiro. No entanto, a proposta enfrentou resistência técnica. Relatos indicam que algumas áreas do banco se mostraram cautelosas em ampliar a exposição ao grupo, devido à deterioração do perfil de crédito.

A equipe econômica do BNDES reforçou a condição de que a Raízen precisasse apresentar um plano de capitalização claro e executável antes de qualquer apoio.

Pagamento de Bonds e Pressão no Caixa

Apesar do cenário apertado, a Raízen decidiu honrar os juros de seus bonds em dólar com vencimento em 2037, que totalizaram US$ 33,5 milhões nesta semana. Embora essa decisão mantenha uma boa imagem para o mercado, também aumenta a pressão sobre o caixa no curto prazo.

Importância Estratégica e Impacto Político

A Raízen é uma das maiores produtoras globais de açúcar e etanol, o que a torna um ator estratégico na agenda de transição energética do governo. Uma recuperação judicial teria um efeito em cadeia, afetando o setor de biocombustíveis e, potencialmente, minando a confiança de investidores.

O governo, portanto, busca evitar um choque em um setor relevante e, ao mesmo tempo, manter a estabilidade como prioridade.

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