Raízen em Crise: Dívidas Alarmantes e Busca Desesperada por Assessores Financeiros!
Raízen enfrenta crise e busca saídas! A gigante do etanol busca assessores para renegociar dívida de R$ 53,4B e evitar “penny stock”. A situação preocupa e impacta o valor das ações. Saiba mais!
Raízen Busca Assessoria para Sair de Dívidas e Evitar Patamar de “Penny Stock“
A Raízen (RAIZ4) está buscando assessores financeiros e legais com o objetivo de traçar estratégias para se livrar do grande volume de dívidas que a aflige e evitar o patamar de ações de baixo valor (“penny stock”). A empresa, que enfrenta um alto endividamento e problemas de caixa, está analisando diferentes alternativas para reerguer o negócio.
Segundo um fato relevante divulgado pela companhia, o trabalho dos assessores deve focar em “auxiliar a companhia na elaboração de um diagnóstico de opções estratégicas voltadas ao fortalecimento de sua posição de liquidez, à otimização de sua estrutura de capital e à sua interação com o mercado”.
As iniciativas ainda estão em fase preliminar, e a empresa informou que investidores serão devidamente notificados sobre os avanços do plano.
A situação da Raízen é delicada. A produtora de etanol enfrenta um alto nível de endividamento, com a dívida líquida atingindo R$ 53,4 bilhões no segundo trimestre da safra 2025/26 – um aumento expressivo de 48,8% em relação ao ano anterior.
Analistas do JP Morgan estimam que a empresa precisaria levantar cerca de R$ 18 bilhões para retornar a um patamar considerado saudável (uma relação entre dívida líquida e EBITDA de 2,5 vezes).
Recentemente, a Cosan (CSAN3) anunciou o resgate de alguns papéis de dívida com uma cláusula de “inadimplência cruzada” com a Raízen. Essa cláusula significa que, se um dos lados tiver dificuldades em honrar os pagamentos, o outro pode ser acionado.
O movimento gerou uma interpretação de menor disposição da Cosan em injetar capital na sua controlada.
Além disso, a saída de conselheiros da controladora Shell também contribui para o cenário de incertezas. As ações da companhia estão sendo negociadas em torno de R$ 1 desde outubro do ano passado, chamando a atenção da B3, que em alguns meses emitiu um ultimato para que a empresa deixasse o patamar de “penny stock”.
Essa situação é preocupante, pois as ações de baixo valor trazem volatilidade, baixa liquidez e um ambiente propício a operações especulativas.
Desde sua abertura de capital em 2021, a Raízen perdeu aproximadamente 90% do seu valor na bolsa, um contraste marcante com as expectativas iniciais de disputar um papel de destaque no setor de etanol. A empresa divulgará seus resultados após o fechamento do mercado na sexta-feira (13), antes do Carnaval, mas não se espera que os resultados tragam comemorações.
Apesar de iniciativas de reciclagem de portfólio e da expectativa de recuperação operacional, principalmente impulsionada pelo forte desempenho da unidade de Distribuição de Combustíveis, a XP projeta uma queda de 6% na receita líquida e um ajuste de 17% no EBITDA ajustado, refletindo melhorias nas margens.
Autor(a):
Redação
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