Raízen em Crise: Rebaixamentos e Impacto Negativo na Cosan no Mercado
Raízen em crise! Agências revisam e impactam Cosan3. Ações despencam! 🚀 A S&P Global Ratings elevou a perspectiva da Cosan para “negativa” devido à crise na Raízen. A situação preocupa o mercado e afeta a Cosan3. Saiba mais!
Raízen Sob Pressão: Agências Revisam Perspectivas e Impactam Cosan
A situação da Raízen (RAIZ4) tem gerado preocupação no mercado financeiro, com agências de classificação de risco revisando suas avaliações e impactando a controladora, Cosan (CSAN3). A S&P Global Ratings anunciou nesta quinta-feira (12) uma mudança na perspectiva da Cosan, elevando-a de “estável” para “negativa”, em decorrência dos efeitos da possível reestruturação da dívida da Raízen, sua joint venture com a Shell.
Apesar da S&P manter o rating da Cosan em “BB”, a mudança reflete a crescente incerteza em torno da situação financeira da Raízen. Essa revisão se soma a uma série de outros rebaixamentos recentes, incluindo uma observação com implicações negativas pela S&P na segunda-feira (9) e uma avaliação ainda mais negativa pela Fitch Ratings no mesmo dia.
A Moody’s Local Brasil também entrou na avaliação, rebaixando o rating corporativo da Raízen de “AAA.Br” para “CCC+.Br” e alterando a perspectiva para “em revisão para rebaixamento”.
A principal razão para o pessimismo das agências é a anunciada busca da Raízen por assessores financeiros e jurídicos para analisar alternativas de otimização da estrutura de capital e da liquidez. Essa ação sugere a possibilidade de uma reestruturação da dívida, o que aumenta o risco para a Cosan, que compartilha essa dívida com a Raízen.
A S&P Global Ratings reconhece que os impactos imediatos da reestruturação da dívida da Raízen na Cosan são limitados, mas a perspectiva negativa reflete principalmente as incertezas em torno da estrutura de capital da Raízen e o potencial impacto sobre a Cosan, especialmente em termos de percepção e confiança do mercado.
A empresa também enfrenta uma avaliação de padrões de governança mais fracos, associados a políticas consideradas pouco claras.
As ações da Cosan caíram 3,29% no Ibovespa, cotadas a R$ 6,16, enquanto os papéis da Raízen despencaram 9,09% no mesmo horário, a R$ 0,70. A situação é agravada pelo alto nível de endividamento da Raízen, que atingiu R$ 53,4 bilhões no segundo trimestre da safra 2025/26, um aumento de 48,8% em relação ao mesmo período do ano anterior.
A Raízen informou que os assessores financeiros e jurídicos estão avaliando alternativas econômico-financeiras preliminares, em caráter exploratório, em linha com as melhores práticas de governança e de mercado. A empresa divulgará nesta quinta-feira os resultados do terceiro trimestre da safra 2025/26 (3T26).
Autor(a):
Redação
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