Raízen em crise: renúncias, resultados ruins e dívida alarmante chocam mercado!

Raízen enfrenta crise! Renúncia, dívida recorde e resultados abaixo do esperado chocam o mercado. Descubra os desafios da gigante!

2 min de leitura

(Imagem de reprodução da internet).

A Raízen comunicou nesta quarta-feira (4) que recebeu a carta de renúncia de Sonat Burman-Olsson, que ocupava o cargo de conselheira na empresa. Em comunicado, a companhia informou que ainda aguarda para anunciar a nomeação do novo membro independente do conselho.

Essa não é a primeira mudança recente, pois, na semana anterior, a Raízen já havia recebido a renúncia de Brian Paul Eggleston, que atuava como membro do Conselho de Administração.

Análise do Mercado e Recomendações

As movimentações no conselho ocorrem em um período delicado para a empresa, que tem visto suas ações negociadas a valores muito baixos na bolsa de valores. Analistas do Safra recomendam a compra da ação da Raízen, com um preço-alvo de R$ 1,40, o que representaria um potencial de alta de 30%.

A principal expectativa é que o negócio de distribuição de combustíveis continue sendo o destaque nos resultados, segundo os analistas Conrado Vegner e Vinícius Andrade.

Desempenho na Safra 2025/2026

Os resultados do terceiro trimestre da safra 2025/2026 (3T26) apresentaram números abaixo das expectativas. Os volumes de distribuição de combustíveis superaram as estimativas, mas as vendas de açúcar da Raízen ficaram aquém do esperado. A moagem de cana-de-açúcar no trimestre totalizou 10,6 milhões de toneladas, enquanto a estimativa era de 14,4 milhões de toneladas.

A produção de etanol, por sua vez, veio abaixo do esperado, com 13,8 milhões de toneladas no 3T25.

Situação Financeira da Empresa

Apesar do desempenho nos resultados de distribuição, a situação financeira da Raízen ainda é preocupante. A empresa enfrenta um alto endividamento, com a dívida líquida atingindo R$ 53,4 bilhões no 2º trimestre da safra 2025/26, um aumento de 48,8% em relação ao ano anterior.

Esse índice, que representa a relação entre a dívida e o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, ficou em 2,5 vezes, considerado mais saudável. A empresa tem potencial para receber um aporte de capital de seus acionistas controladores, Cosan (CSAN3) e Shell, mas, segundo cálculos do JP Morgan, mesmo um investimento bilionário poderia não ser suficiente para resolver a situação.

Estratégias da Raízen

Para lidar com a crise, a Raízen tem implementado uma reestruturação, que inclui corte de custos e a venda de ativos. Essas medidas foram iniciadas no final de 2024, buscando melhorar a saúde financeira da empresa e se adaptar às condições do mercado.

Sair da versão mobile