Raízen (RAIZ4) em Crise: Prejuízo Bilionário e Plano de Reestruturação Urgente!

Raízen (RAIZ4) em forte turbulência! Ações caem e sobem, prejuízo bilionário e dívida explode. Saiba mais!

13/02/2026 13:42

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(Imagem de reprodução da internet).

Raízen (RAIZ4) Vive Pregão Turbulento com Resultados Impactantes

As ações da Raízen (RAIZ4) apresentaram um pregão bastante volátil nesta quinta-feira (12). O papel oscilou significativamente, com altas e quedas expressivas, atingindo máxima de R$ 0,70 – um aumento de 16,67% em relação ao fechamento anterior – e mínima de R$ 0,60, com uma queda de 10,45%.

O desempenho da ação reflete um cenário financeiro complexo para a empresa.

Prejuízo Bilionário e Ajustes Elevados

A empresa divulgou um prejuízo líquido de R$ 15,65 bilhões no terceiro trimestre, um valor seis vezes maior do que os R$ 2,57 bilhões registrados em 2025. Adicionalmente, foram identificados R$ 11,1 bilhões em “impairments” não-caixa, refletindo os desafios financeiros enfrentados.

O EBITDA ajustado também sofreu uma redução de 3,3%, situando-se em R$ 3,15 bilhões, embora a empresa tenha realizado ajustes que elevaram esse valor para R$ 8 bilhões.

Ambiente Hostil e Dívida em Aumento

Segundo análises, o ambiente macroeconômico adverso e a queda nos preços do açúcar e etanol impactaram negativamente os resultados da Raízen. A empresa consumiu R$ 2,5 bilhões em caixa no trimestre. A dívida líquida explodiu para R$ 55,3 bilhões, representando um aumento de 43,3% em relação a 2025.

A alta da dívida é uma das principais preocupações dos investidores.

Plano de Reestruturação e Investimentos

A administração da Raízen anunciou o engajamento de assessores financeiros e legais para avaliar alternativas estruturais e buscar proteção contra credores, embora essa informação ainda não tenha sido confirmada oficialmente. O CEO Nelson Gomes reforçou que o prejuízo reflete um desafio financeiro, e não uma falha operacional.

A empresa planeja manter investimentos em plantio e segurança dos canaviais, buscando garantir a produtividade das próximas safras. Investimentos não prioritários estão sendo cortados, com o objetivo de postergar gastos que podem ser adiados. O investimento acumulado no ano totaliza R$ 5,2 bilhões, o que indica que a empresa não alcançará a projeção inicial de R$ 9 bilhões.

Análises do Mercado e Perspectivas

A XP destacou que os resultados frustraram as expectativas do mercado, e o excesso de ajustes obscurece os números reais. O Bradesco BBI mantém recomendação de compra (outperform) e um preço-alvo de R$ 1 por ação, avaliando que os resultados foram sólidos operacionalmente.

O banco projeta um EBITDA de R$ 10 bilhões para o ano-safra, com um capex anual de R$ 6 a R$ 7 bilhões, buscando conter investimentos para preservar o fluxo de caixa. Apesar das melhorias operacionais, o fluxo de caixa livre continua negativo, o que dificulta a geração de caixa para acionistas.

A venda de ativos é vista como uma medida central para reduzir o endividamento.

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