Ray Dalio alerta: Ouro valoriza 65% em 2025 e critica política de Trump

Ray Dalio destaca valorização expressiva de 65% do ouro em 2025, superando S&P 500. Analista alerta para desvalorização cambial e impacto na riqueza.

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(Imagem de reprodução da internet).

Valorização do Ouro em 2025: Análise de Ray Dalio

O ouro encerrou 2025 com uma valorização expressiva de 65%, um desempenho notavelmente superior a outros investimentos. Essa performance foi destacada por Ray Dalio, fundador de um dos maiores fundos de hedge do mundo, que observou um retorno de 65% em dólares na posição comprada em ouro, superando o índice S&P 500, que teve um retorno de 18% em dólares, em um período de 47%.

Dalio ressaltou que, embora o ouro tenha apresentado um desempenho robusto, é crucial analisar os investimentos considerando a desvalorização da moeda. Ele exemplificou com os retornos do S&P 500 medidos em diferentes moedas: 18% no dólar, 17% no iene, 13% no yuan, apenas 4% no euro e 3% no franco suíço, enquanto o ouro registrou uma queda de -28%.

A forte valorização do ouro em 2025 foi impulsionada por uma combinação de fatores, incluindo compras por bancos centrais, tensões geopolíticas e o apetite de investidores individuais. No entanto, Dalio argumenta que a principal causa dessa valorização reside na perda de poder de compra do dinheiro fiduciário.

Segundo o analista, a avaliação de investimentos utilizando moedas em desvalorização pode ser enganosa, levando a uma percepção distorcida dos retornos reais. Ele enfatiza a importância de considerar o impacto da desvalorização cambial na riqueza e no poder de compra dos investidores.

Ray Dalio também se manifestou sobre a política do então presidente Donald Trump, que defendia um dólar mais fraco para beneficiar as exportações americanas. No entanto, instituições de pesquisa econômica, como o Cato Institute, questionam essa perspectiva, apontando para os efeitos negativos para os consumidores norte-americanos.

Dalio acredita que uma moeda mais fraca tende a reduzir o custo dos produtos exportados para compradores internacionais, ao mesmo tempo que aumenta o preço das importações nacionais, impactando diretamente a riqueza e o poder de compra dos investidores.

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