Renda de 1,3 Milhão e Vida no Mar: A Rotina Incrível de Amalie!

Amalie Lundstad, técnica offshore, fatia R$ 60 mil por mês no Mar do Norte! 😱
Salário de 1,3 milhão anual e 8 meses de férias – a rotina dos sonhos?
Descubra a vida inusitada de Amalie em uma plataforma de petróleo! 🌊

02/02/2026 9:22

3 min de leitura

(Imagem de reprodução da internet).

A Rotina Inusitada de Amalie, a Técnica Offshore

A ideia de um “trabalho dos sonhos” geralmente envolve um salário generoso, poucas horas de expediente, longos períodos de descanso e uma história interessante para contar. A rotina de Amalie Lundstad, uma técnica de processos de 30 anos, se aproxima bastante desse cenário, embora com um detalhe crucial: seu escritório fica no meio do mar.

Amalie trabalha há quatro anos em uma plataforma de petróleo offshore no Mar do Norte. Seu salário anual ultrapassa os 1,3 milhão de coroas norueguesas (aproximadamente R$ 720 mil), com um valor mensal que pode chegar a R$ 60 mil. Além disso, ela desfruta de mais de oito meses de férias por ano.

Essa história incomum ganhou destaque após ser divulgada pelo jornal sueco Expressen, viralizando como um exemplo de emprego que parece bom demais para ser verdade.

Um Dia de Trabalho Inusitado

O dia de Amalie começa de forma bem diferente da maioria. Em vez de enfrentar trânsito ou se apressar para chegar ao escritório, ela verifica sua mala, fecha seu apartamento em Oslo e embarca para o aeroporto. O destino final é uma plataforma de petróleo, no meio do Mar do Norte.

O trajeto envolve um voo até Bergen, exames médicos obrigatórios e, finalmente, um helicóptero que a leva até a estrutura metálica que serve de base para o trabalho. Amalie passa 14 dias seguidos trabalhando, com turnos que começam às 6h15 no período diurno e às 18h15 no noturno, antes de ter quatro semanas inteiras de descanso.

Desafios e Diversão na Plataforma

Amalie atua como técnica de processos, responsável pelo monitoramento e operação dos sistemas produtivos da plataforma. O trabalho é altamente padronizado, com dupla verificação em tudo. “Sempre trabalhamos em pares. Um confere se o outro fez tudo corretamente”, explica.

A razão é simples: ali circulam volumes gigantescos de petróleo e gás sob alta pressão em tubos.

Para compensar o isolamento no meio do mar, quem vive na plataforma tenta manter a sanidade. Há academia, sala de TV, sala de jogos, simulador de golfe e até simulador de caça. Dá até para pescar. Mas a teoria esbarra no cansaço. “Muitas vezes estamos cansados demais depois de um turno”, conta Amalie.

Um Ambiente Diversificado, Mas Predominantemente Masculino

Amalie não é a única mulher na plataforma, mas ela é uma das poucas. O ambiente é uma mistura de pessoas de diferentes países e idades, mas a maioria é de homens. “É uma mistura boa de pessoas de diferentes países e idades, mas a maioria é de homens”, diz Amalie.

O ambiente costuma ser direto e funcional. Ainda assim, ela defende a diversidade. “Acho importante ter variação para um ambiente de trabalho melhor”.

Riscos e Precauções

O salário alto e as longas folgas existem por um motivo: o risco. Trabalhar em plataformas de petróleo é perigoso. Entre 2014 e 2019, 409 trabalhadores morreram em plataformas de petróleo e gás, segundo dados do Centers for Disease Control and Prevention (CDC).

A segurança é tratada como obsessão. Tudo é estritamente controlado, e todos sabem agir em emergências. Há sempre uma enfermeira a bordo, e Amalie, ex-bombeira, integra a equipe de resposta a incidentes. Mesmo assim, o risco nunca desaparece.

Vida Fora da Plataforma

Durante as longas folgas, Amalie tenta compensar o tempo longe de casa. Ela e o namorado reformam o apartamento, trabalham em um motorhome e mantêm um podcast como hobby. Ela também administra uma conta no Instagram, onde mostra a rotina offshore, viagens e treinos. “Muitas gente me pergunta como conseguir um emprego assim”, conta.

Considerações Finais

Amalie recomenda a carreira, mas com ressalvas. “É importante escolher o emprego pela razão certa, não só porque parece bom nas redes sociais”. O trabalho significa perder feriados, aniversários e datas importantes com a família, além de exigir preparo físico.

Mas, para quem gosta de viajar, aguenta pressão e busca uma carreira fora do padrão, ela resume sem rodeios: “É um emprego fantástico”.

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