Robert Kennedy Jr. Defende Inversão na Pirâmide Alimentar dos EUA

Departamento de Saúde dos EUA inverte pirâmide alimentar, prioriza bife e leite; Robert F. Kennedy Jr. defende mudança.

08/01/2026 18:08

2 min de leitura

(Imagem de reprodução da internet).

Novas Diretrizes Alimentares Surpreendem os Estados Unidos

Em um reviravolta inesperada, o Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos EUA divulgou novas diretrizes alimentares nesta quarta-feira (7). A mudança representa uma inversão da pirâmide alimentar tradicional, colocando alimentos como bife, queijo e leite integral no topo da lista de recomendações.

Robert F. Kennedy Jr., secretário de saúde dos EUA, defende que essas mudanças são cruciais para prevenir doenças crônicas e melhorar a saúde da população americana.

Foco na Proteína e Críticas à Guerra contra as Gorduras

As novas diretrizes enfatizam a importância do consumo de proteínas, com recomendações que variam de 1,2 a 1,6 gramas por quilograma de peso corporal por dia – um aumento de 50% a 100% em relação às recomendações anteriores. Kennedy argumenta que a priorização da proteína é fundamental, em contraposição à “guerra” contra as gorduras saturadas, que ele considera equivocada.

As diretrizes também recomendam o uso de manteiga e sebo bovino na cozinha, embora a eficácia dessas opções para a saúde ainda seja questionada.

Restrições ao Açúcar e Carboidratos Refinados

As diretrizes adotam uma postura rigorosa em relação ao consumo de açúcares adicionados, aconselhando a evitar bebidas açucaradas e limitar outras fontes de açúcar, especialmente para crianças, que deveriam começar a evitar esses produtos a partir dos 10 anos.

Além disso, as diretrizes recomendam a redução significativa no consumo de carboidratos refinados, como pão branco e biscoitos salgados, que são frequentemente associados a problemas de saúde.

Fontes de Proteína e Impacto Global

As diretrizes permitem que as pessoas obtenham proteínas tanto de fontes animais (carne vermelha, aves, frutos do mar, ovos e laticínios) quanto de fontes vegetais (leguminosas, nozes, sementes e soja). Pesquisas sugerem que a ingestão de proteínas de fontes vegetais pode reduzir o risco de doenças cardiovasculares e diminuir as chances de morte prematura.

Apesar disso, as novas diretrizes não incentivam explicitamente o consumo de proteínas vegetais.

Reações e Considerações

A Associação Médica Americana endossou as diretrizes, enquanto a situação permanece complexa com a divisão na comunidade médica. A mudança nas orientações alimentares pode ter um impacto significativo em programas federais nos Estados Unidos e influenciar recomendações em outros países, como o Brasil, que deve analisar criticamente as novas diretrizes considerando seu contexto alimentar e cultural.

Autor(a):

Portal de notícias e informações atualizadas do Brasil e do mundo. Acompanhe as principais notícias em tempo real