Romanée-Conti Raro: Garrafa de 1945 Leiloeada por US$ 4 Milhões!

Garrafa de Vinho Raro Alcança Valor Recorde de US$ 812 Mil em Leilão
Uma única garrafa de vinho, um Romanée-Conti 1945 da Borgonha, França, alcançou um valor impressionante de 812 mil dólares (cerca de R$ 4 milhões na cotação atual) durante um leilão realizado em Nova York no mês passado. O lote se tornou o vinho mais caro já vendido, elevando o status da região francesa como uma das mais apreciadas no mundo do vinho.
A aquisição foi feita por um comprador cuja identidade permanece confidencial. Fontes indicam que ele não é francês e se define como um “verdadeiro bebedor”, em vez de um investidor, o que é incomum em transações de alto valor. O recorde anterior também era de uma garrafa de Romanée-Conti 1945, que alcançou US$ 558 mil em um leilão da Sotheby’s em 2018.
O evento, promovido pela La Paulée da Acker nos Estados Unidos, arrecadou mais de US$ 25 milhões, quebrou 460 recordes mundiais e movimentou mais de 7.600 garrafas da Borgonha. John Kapon, presidente da Acker, celebrou o resultado, classificando o Romanée-Conti 1945 como o melhor vinho que já provou.
A Rara Garrafa e Sua História
A raridade do Romanée-Conti 1945 é fundamental para justificar seu preço. Apenas 600 garrafas foram produzidas em 1945, provenientes de vinhas centenárias de Pinot Noir originais da Romanée-Conti, em Côte de Nuits. O especialista Paulo César Alkimin de Oliveira explica que a produção foi interrompida devido à Segunda Guerra e à praga da filoxera, com a próxima safra só ocorrendo em 1952.
“Cada garrafa de 1945 é a última expressão de um Pinot Noir que o mundo nunca mais terá”, afirma Alkimin. A garrafa é também um dos vinhos mais cobiçados e falsificados do mundo, o que influencia o valor em leilões de grande porte.
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Detalhes Adicionais
Em 2022, o jogador Neymar Jr. publicou uma imagem da garrafa aberta durante a comemoração da vitória da seleção brasileira sobre o Japão. A Domaine Romanée-Conti, na Borgonha, é responsável pela produção do vinho.
“O que faz o preço se justificar é a soma da raridade mais herança genética e história”, resume Paulo César Alkimin de Oliveira, sócio da Wine Trader.
Autor(a):
Redação
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