Rosalía e a Paixão pelo Brasil: Um Mercado em Crescimento
Rosalía já demonstrava uma trajetória consolidada em 2022, com quase uma década de carreira, três álbuns e diversos prêmios, incluindo um Grammy. A forte demanda pelo seu show de estreia no Brasil impulsionou a escolha de uma casa com capacidade limitada, gerando uma rápida e intensa disputa por ingressos, que culminou em uma transferência para um local com maior capacidade.
A repetição desse padrão – artistas internacionais buscando o Brasil e cumprindo promessas de retorno – é um reflexo da atração que o país exerce sobre o mercado musical global. A trajetória de artistas como o Iron Maiden, com sua 16ª visita marcada para outubro deste ano, ilustra essa paixão duradoura.
O mercado brasileiro de música é um negócio de grande volume, movimentando cerca de R$ 3,486 bilhões, conforme dados da Pró-Música. A indústria nacional apresenta um crescimento acima da média global, com destaque para as áreas de mídia, shows e, principalmente, streaming.
Para entender as tendências desse mercado, o Seu Dinheiro convidou três autoridades brasileiras: Pedro Kurtz, diretor na plataforma Deezer, Bruno Vieira, CEO da gravadora Rocinante, e Luiz Guilherme Niemeyer, CEO da produtora Bonus Track. Os especialistas discutiram um público cada vez mais maduro e exigente, que reconhece o poder de influência que possui no universo musical.
O debate abordou artistas como Bad Bunny, Sabrina Carpenter e Slash (Guns N’ Roses), e a crescente demanda por shows e festivais que abrangem diversos gêneros musicais. A repetição de eventos como o retorno do Iron Maiden e a presença de artistas como Rosalía, que se apresentou em duas datas lotadas na Farmasi Arena do Rio de Janeiro, reforça a importância do Brasil como destino para grandes nomes da música.
A história da atração de artistas internacionais pelo Brasil remonta a décadas. Em 1959, Nat King Cole se apresentou em um cartão-postal de São Paulo, o Conjunto Nacional, que na época abrigava o restaurante Fasano e seu jardim de inverno, um ponto de encontro de personalidades importantes da época, incluindo Marlene Dietrich, Ginger Rogers e o presidente Dwight Eisenhower.
O Fasano, que funcionava na galeria paulistana, foi transferido em 1963, deixando um espaço que hoje é um call center. No entanto, a história promete um novo capítulo com a reabertura do Jardim Nacional, um endereço de prestígio que volta a atrair grandes nomes da música e da hospitalidade.
