Santander Aposta Alto em Petróleo: Crise Geopolítica e Aumento Drástico da Selic em 2026!
Crise geopolítica eleva preço do petróleo e assusta Banco Central! 🚀 O barril do Brent dispara e impacta economia. Saiba mais!
A crescente tensão geopolítica entre Estados Unidos, Israel e Irã, sem sinais de resolução, tem gerado impactos significativos no mercado de petróleo. O Banco Santander reavaliou o cenário, elevando suas projeções para a commodity, e não apenas por um breve período.
O barril do Brent, principal referência para a Petrobras (PETR4), atingiu valores acima de US$ 107 nesta sexta-feira (27). Essa movimentação, segundo a equipe econômica do banco, pode contribuir para um aumento da arrecadação do governo, ajudando a estabilizar o real.
Aumento da Selic e Projeções de Inflação Revisadas
Nesse contexto de incertezas, o Santander elevou suas expectativas para a taxa Selic em 2026, agora projetando 12,25%, em vez dos 12,25% anteriores. Para 2027, a taxa básica de juros foi revisada para 12%, em comparação com os 11,50% previstos anteriormente.
Além disso, o banco revisou para cima suas projeções de inflação, com uma estimativa de 4,5% para 2026 (antes, 3,9%) e 4% para 2027, ambos acima da meta do Banco Central de 3%.
Impactos Diretos e Indiretos
O Santander destaca que os efeitos do aumento do preço do petróleo são sentidos principalmente através de combustíveis, como gasolina, diesel e querosene de aviação. No entanto, o banco também prevê impactos em tarifas de energia elétrica, devido ao aumento do despacho de usinas térmicas, e na produção de fertilizantes, o que pode afetar a produtividade da safra 2026/27.
A equipe econômica aponta que o aumento dos custos de produção e fretes, além da inércia inflacionária, são outros fatores que contribuem para o cenário.
Cautela dos Bancos Centrais
O relatório do Santander ressalta que os principais bancos centrais estão adotando uma postura cautelosa, evitando ajustes rápidos nas políticas monetárias enquanto monitoram os impactos da situação no mercado. O presidente do Banco Central brasileiro, Gabriel Galípolo, mencionou que, no Brasil, o choque do petróleo apresenta efeitos mistos, elevando o valor das exportações e melhorando a balança comercial, mas ainda mantendo um déficit elevado na conta corrente.
O banco aponta que o real foi favorecido no curto prazo, mas espera uma depreciação gradual da moeda, projetando R$ 5,60/US$ em 2026 e R$ 5,70/US$ em 2027.
Desafios na Política Fiscal
O cenário de preços mais altos do petróleo pode melhorar a arrecadação do governo, tanto pelo impacto direto no setor quanto pelo aumento do Produto Interno Bruto (PIB) nominal. No entanto, o banco alerta para o risco de novas medidas para mitigar os efeitos do choque energético e para a trajetória de alta da dívida pública.
A equipe econômica considera que o cumprimento da meta primária é mais factível neste ano, mas a situação ainda exige atenção.
Autor(a):
Redação
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