Análise da Temporada de Balanços do 4T25: Expectativas e Desafios para os Bancos
A temporada de divulgação dos resultados do quarto trimestre de 2025, que se inicia em fevereiro, já está gerando expectativas no mercado financeiro. Os primeiros dados, com a divulgação do Santander, apontam para um cenário relativamente positivo para os grandes bancos brasileiros, segundo análises de especialistas.
O Santander apresentou um lucro líquido de R$ 4,086 bilhões no 4T25, representando um aumento de 6% em comparação com o mesmo período de 2024 e o maior lucro trimestral nos últimos quatro anos. Esse resultado positivo reforça a percepção de um desempenho sólido entre os bancos privados.
Desempenho e Expectativas
O mercado espera um desempenho mais consistente dos bancos privados, com destaque para o Itaú, que deve apresentar resultados otimistas, impulsionado por alta rentabilidade, controle da inadimplência, gestão eficiente de custos e uma geração consistente de capital.
Lucas Girão, economista e especialista em investimentos, ressalta que o mercado ainda espera números sólidos de rentabilidade e controle de inadimplência no Itaú, com um ritmo de crescimento mais moderado, mas sem sinais de deterioração operacional no curto prazo.
Análise dos Grandes Bancos
O Santander já vinha com uma perspectiva positiva no mercado. Analistas acreditam que o banco pode entregar resultados ligeiramente acima do esperado caso avance na eficiência operacional. Os principais pontos de atenção incluem o controle de custos, a evolução do retorno sobre o patrimônio (ROE) e a qualidade da carteira de crédito.
O Bradesco deve apresentar uma melhora gradual nos resultados, em linha com um processo de ajuste operacional.
O Banco do Brasil, por sua vez, enfrenta maior pressão, principalmente devido ao impacto das provisões e à menor previsibilidade dos números no curto prazo.
Sinalizações para 2026
Além dos números do trimestre, o mercado observa atentamente as sinalizações estratégicas para 2026. Os analistas esperam indicações de crescimento de crédito com disciplina, manutenção da qualidade dos ativos, controle de despesas e estabilidade das margens, especialmente diante da perspectiva de juros mais baixos.
A prioridade deve continuar sendo eficiência e controle de risco, com crescimento de crédito seletivo. Uma expansão sustentável é preferível a uma aceleração que possa pressionar a inadimplência.
Outro ponto crucial para o comportamento das ações no curto prazo será a política de capital. Sinalizações positivas sobre dividendos, recompra de ações ou um guidance mais consistente tendem a ter impacto imediato nas cotações, especialmente em bancos com perfil mais defensivo.
Um guidance mais otimista pode levar a revisões de preço-alvo, reduzir a percepção de risco e sustentar um movimento positivo nas ações do setor nos próximos meses.
