Santander identifica 8 oportunidades de investimento no Brasil

O Santander avalia o mercado brasileiro, buscando ações subestimadas e oportunidades de investimento. A análise aponta para empresas como Orizon Valorização de Resíduos (ORVR3), Suzano (SUZB3), Lojas Renner (LREN3) e Marcopolo (POMO4), destacando riscos subestimados em empresas como Banco do Brasil (BBAS3) e Brava Energia (BRAV3). A instituição também identifica empresas pouco acompanhadas, como Cogna (COGN3), IRB Brasil (IRBR3), Randon (RAPT4) e Frasle, oferecendo uma visão estratégica para investidores

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(Imagem de reprodução da internet).

Revisão de Teses de Investimento do Santander

O Santander realizou uma análise aprofundada das principais ações listadas na bolsa brasileira, buscando identificar oportunidades de investimento que podem estar sendo negligenciadas pelo mercado. A instituição financeira selecionou empresas com potencial de valorização ou desvalorização, considerando distorções na percepção dos investidores e fatores como a rotação global de carteiras de ações de crescimento para papéis de valor.

O objetivo principal é encontrar ações subestimadas ou superestimadas, que podem apresentar retornos significativos.

A revisão das teses de investimento ocorreu em um momento de avaliação global, onde a transição de carteiras de ações de crescimento para papéis de valor pode ser favorável ao Brasil. Analistas do banco identificaram quatro categorias principais de oportunidades: empresas sub-representadas nas carteiras, histórias de geração de caixa mal precificadas, riscos subestimados e empresas pouco acompanhadas.

A análise detalhada dessas ações visa auxiliar investidores a identificar oportunidades de investimento que podem não estar sendo devidamente consideradas pelo mercado.

Empresas Sub-Representadas nas Carteiras

Nesta categoria, o Santander identificou empresas com fundamentos sólidos, mas que não possuem a representatividade desejada nas carteiras de investidores. Uma das empresas destacadas é a Orizon Valorização de Resíduos (ORVR3), que, segundo o banco, se beneficiará da aquisição da Vital, consolidando sua posição como uma das principais consolidadoras do mercado de tratamento de resíduos.

Além disso, a empresa apresenta potencial de crescimento em áreas como biometano, biogás e créditos de carbono.

Outra empresa mencionada é a Suzano (SUZB3), onde o Santander ressalta que narrativas negativas em torno da celulose, especialmente ligadas à China, ainda pesam sobre o papel. No entanto, o banco destaca que a Suzano adotou medidas para mitigar esses riscos, como reajustes de preços, e que o mercado trabalha com expectativas excessivamente conservadoras para a companhia.

Histórias de Geração de Caixa Mal Precificadas

O Santander identificou empresas com capacidade consistente de geração de caixa e disciplina de alocação de capital, mas que acabam sendo negligenciadas devido a movimentos táticos de curto prazo do mercado. A Lojas Renner (LREN3) é um exemplo, onde a forte geração de caixa, a posição de caixa líquida e o potencial de retorno ao acionista via dividendos e recompra de ações não são totalmente refletidos no preço da ação.

A Marcopolo (POMO4) também é destacada, com forte geração de fluxo de caixa livre. Apesar da pressão causada por movimentos de realização de lucros, o Santander espera uma melhora da demanda impulsionada por cortes de juros e pela expectativa de pagamento de dividendos em 2026.

Riscos Subestimados

O Santander identificou empresas onde fatores como baixos múltiplos ou otimismo marginal dos investidores mascaram fragilidades nos fundamentos. O Banco do Brasil (BBAS3) é um exemplo, onde o valuation não reflete adequadamente os riscos relacionados à inadimplência no agronegócio, à necessidade de provisões e à dependência de resultados financeiros, além da influência governamental.

Brava Energia (BRAV3) também é mencionada, com a recente troca de CEO tendendo a melhorar a relação com acionistas e a expectativa de crescimento em 2026, sustentado por forte geração de caixa operacional.

Empresas Pouco Acompanhadas

O Santander identificou empresas menores ou com menor liquidez, que carregam o estigma de problemas de execução no passado, apesar de avanços recentes nos fundamentos. Cogna (COGN3) é apontada como uma tese pós-reestruturação, com fundamentos mais consolidados a partir de 2026, impulsionada pelo ensino básico.

IRB Brasil (IRBR3) é mencionada devido à evolução da governança, à política de riscos conservadora e à eliminação de prejuízos fiscais em 2025, que pode abrir caminho para a retomada de dividendos em 2026. Randon (RAPT4) é destacada por seus fundamentos sólidos, apesar da baixa liquidez, e Frasle, além do potencial de forte geração de caixa.

Ser Educacional (SEER3) é vista como uma história bem-sucedida de reestruturação, com forte geração de caixa, bom histórico de pagamento de dividendos e valuation considerado atrativo.

Conclusão

A análise do Santander oferece uma perspectiva sobre o mercado brasileiro, identificando oportunidades de investimento que podem estar sendo negligenciadas. A revisão das teses de investimento, considerando distorções na percepção dos investidores e fatores macroeconômicos, pode auxiliar investidores a tomar decisões mais informadas e a buscar retornos mais elevados.

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