Senador Nogueira em Centro de Investigação por ‘Emenda Master’ e Banco Master

Senador Nogueira Compra Cobertura e ‘Emenda Master’ sob Investigação
O senador Ciro Nogueira está no centro de uma investigação que envolve a compra de uma cobertura de luxo em São Paulo e a chamada “emenda Master”, uma proposta legislativa que a Polícia Federal suspeita ter sido elaborada em benefício do Banco Master.
A informação foi inicialmente divulgada pelo portal Metrópoles em julho de 2024.
Detalhes da Aquisição Imobiliária
De acordo com a reportagem, o senador adquiriu uma cobertura triplex avaliada em R$ 22 milhões na Rua Oscar Freire, uma das áreas mais nobres da zona oeste de São Paulo. O imóvel, com 514 metros quadrados, possui três suítes e três vagas de garagem e ainda estava em fase de construção no momento da compra.
A CNLF Empreendimentos Imobiliários, empresa do senador, arcou com o pagamento integral do imóvel.
Negociação Complexa e Troca de Imóveis
A negociação envolveu a troca de um apartamento já existente no mesmo empreendimento, avaliado em R$ 8 milhões, adquirido em janeiro de 2023, além do pagamento parcelado da diferença. Restam ainda seis parcelas de R$ 336 mil e um pagamento final de R$ 6,7 milhões na entrega das chaves.
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Em março deste ano, o senador teria negociado a troca da cobertura por uma casa de alto padrão no Jardim Europa, com 878 metros quadrados e também em construção.
Investigação da ‘Emenda Master’ e Envolvimento do Banco Master
A Polícia Federal investiga se integrantes do Banco Master formularam a proposta da “emenda Master”, apresentada em agosto de 2024. Mensagens reveladas na investigação indicam que Daniel Vorcaro, ex-banqueiro e sócio do senador, afirmou que a emenda foi elaborada conforme suas instruções.
Outro interlocutor citado no inquérito estimou que a medida “sextuplicaria o negócio do Master”.
Operação Compliance Zero e Acusações
Em julho de 2026, Ciro Nogueira foi alvo de mandado de busca e apreensão no âmbito da Operação Compliance Zero. A investigação apura suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e crimes contra o sistema financeiro nacional. A PF alega que o senador teria recebido vantagens indevidas, incluindo pagamentos mensais entre R$ 300 mil e R$ 500 mil, além de viagens, hospedagens e outros benefícios.
A defesa do parlamentar nega todas as acusações.
Autor(a):
Redação
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