Sequoia Logística fecha acordo com PGFN e reestrutura passivo: o que muda?

Sequoia Logística fecha acordo com PGFN, reduzindo passivo em 84%! Saiba como isso impulsionou as ações SEQL3 em 2026.

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(Imagem de reprodução da internet).

Sequoia Logística Conclui Acordo com PGFN e Reestrutura Passivo Tributário

A Sequoia Logística e Transportes (SEQL3) anunciou nesta segunda-feira, dia 20, a finalização de um acordo com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN). Este acordo é visto como um marco importante no processo de reestruturação financeira da empresa.

O Termo de Transação estabelecido prevê o pagamento parcelado de um passivo tributário que foi drasticamente reduzido. O valor caiu de R$ 631,7 milhões para apenas R$ 112,7 milhões, representando uma diminuição expressiva de 84%.

Impactos Operacionais e Reação do Mercado

Segundo comunicado oficial da companhia, os efeitos contábeis dessa transação já haviam sido incorporados às demonstrações financeiras do terceiro trimestre de 2025, divulgadas no mês de março deste ano.

A celebração do acordo abre caminho para benefícios operacionais cruciais para a Sequoia. Estes incluem a obtenção de certidões negativas, maior facilidade em participar de licitações, renovação de contratos e acesso a linhas de crédito mais vantajosas, conforme detalhado pela própria empresa.

Reação Positiva das Ações

O mercado reagiu de forma muito positiva à notícia, o que impulsionou as ações da companhia nesta segunda-feira, dia 20. Por volta das 12h30, o papel SEQL3 subia 21,43%, sendo negociado a R$ 0,17. No pico do dia, os valores atingiram uma alta de 42%, cotados a R$ 0,20.

Neste mesmo horário, o índice Ibovespa também apresentou alta, subindo 0,40%, para 196.515,26 pontos. É importante notar que, devido ao baixo preço unitário da ação, qualquer variação percentual tende a gerar saltos acentuados, característica comum em chamadas de *penny stocks*.

Perspectivas Futuras da Empresa

A administração da Sequoia enfatizou que esse movimento reforça o compromisso da empresa com a execução rigorosa de seu plano de reestruturação. Além disso, pavimenta o caminho para um crescimento que seja sustentável e que gere valor tanto para seus acionistas quanto para seus parceiros comerciais.

Trajetória de Reestruturação da Sequoia

A diminuição do passivo tributário é apenas mais um passo em uma trajetória corporativa que passou por momentos de grande otimismo e, posteriormente, por uma mudança radical de cenário. A Sequoia iniciou suas operações na B3 em 2020, período em que a pandemia de covid-19 acelerou o comércio eletrônico.

O que inicialmente parecia um caminho de crescimento acelerado, transformou-se em um cenário complexo. A crise no varejo online, a desaceleração geral do consumo e uma estratégia de expansão muito agressiva não resistiram ao ciclo de alta das taxas de juros, causando um impacto significativo na bolsa.

Desafios e Acordos Anteriores

Em 2023, os papéis da companhia sofreram uma queda de quase 90% ao longo do ano. Isso forçou a negociação de um acordo de dívidas com bancos e investidores de debêntures em dezembro daquele ano. Uma nova tentativa de recuperação ganhou força em outubro de 2024, focada em dívidas não financeiras.

Em março de 2025, credores que representavam 53,9% dos R$ 295 milhões em créditos reestruturados aderiram ao plano. A maioria desses credores eram ex-fornecedores de linhas de negócio que foram descontinuadas por falta de rentabilidade. Com a aprovação judicial, a empresa conseguiu reperfilar esses compromissos, resultando em um desembolso total de R$ 31,17 milhões ao longo de 2025.

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