Setor de Serviços Choca Mercado com Queda Surpreendente em 2025 – O que Aconteceu?

Setor de Serviços sofre revés! Queda de 0,4% em dezembro surpreende e ameaça o PIB. Saiba mais!

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(Imagem de reprodução da internet).

Setor de Serviços Registra Queda no Final de 2025, Impactando Expectativas de Crescimento

O setor de serviços encerrou o ano de 2025 com um revés inesperado, surpreendendo o mercado. Dados divulgados nesta quinta-feira (12) pelo IBGE, através da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), revelaram uma queda de 0,4% no volume de serviços em dezembro, interrompendo uma sequência de nove meses consecutivos de alta e estabilidade.

O resultado levanta preocupações sobre o desempenho do setor e suas implicações para o Produto Interno Bruto (PIB).

Análises iniciais apontam para uma “perda de tração” na margem do setor, conforme o economista Leonardo Costa do ASA. Ele reforça a expectativa de um crescimento do PIB próximo de zero para o último trimestre do ano, destacando a importância da série de dados da PMS como um indicador antecipado do debate sobre o desempenho econômico.

Fatores Contribuintes e Impacto Regional

A queda observada em dezembro foi impulsionada principalmente pelo setor de transportes e logística, que apresentou uma retração de 3,1%. Essa fragilidade se espalhou por diversos modais, incluindo armazenagem e serviços auxiliares, afetando também 16 das 27 unidades da federação, com destaque para as perdas em São Paulo (-0,3%) e Santa Catarina (-3,9%).

A análise do economista Leonardo Costa ressalta que a série de dados da PMS conversa com um 4T mais fraco, o que pode influenciar as projeções de crescimento trimestral, especialmente considerando o peso significativo do setor de serviços no PIB.

Resiliência e Expectativas para o Futuro

Apesar do revés, outros segmentos do setor de serviços apresentaram resultados positivos. Serviços prestados às famílias subiram 1,1% e informação e comunicação avançou 1,7% em dezembro. Esses avanços ajudam a explicar o crescimento anual de 2,8% no acumulado de 2025 e em 12 meses, demonstrando a resiliência do setor.

Maycon Douglas, outro economista, acredita que o resultado de dezembro revela mais sobre a composição do setor do que um colapso geral. Ele observa que o crescimento recente foi menos disseminado e mais dependente de transportes e logística, o que pode indicar uma desaceleração mais gradual se esse segmento se recuperar.

A expectativa é que a renda continue a ganhar tração nos próximos meses, impulsionada por estímulos e efeitos fiscais, o que pode sustentar o setor de serviços e mitigar os impactos da retração observada em dezembro.

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