Shopee aumenta taxas de comissão e impacta e-commerce brasileiro em 2025
Shopee aumenta taxas de comissão e busca monetização no e-commerce brasileiro. Variação de taxas e análise de especialistas sobre o “take rate”
Em 2025, o mercado de e-commerce brasileiro foi marcado por uma intensa disputa entre grandes players, com foco na expansão de market share em detrimento da rentabilidade. A partir de 2026, as empresas começam a implementar estratégias de monetização, embora ainda não de forma totalmente racionalizada.
A Shopee, por exemplo, introduziu um teste para aumentar as taxas fixas cobradas de vendedores individuais, elevando o custo efetivo em produtos de menor valor.
A partir de 3 de junho, a taxa de comissão para vendedores individuais da Shopee aumentou de R$ 5 para R$ 7 por item vendido. Uma exceção é dada para vendedores que realizaram mais de 450 pedidos nos últimos 90 dias, que continuam pagando R$ 4, o mesmo valor aplicado a vendedores com CNPJ.
Para produtos com preço inferior a R$ 10, a taxa fixa corresponde à metade do valor do produto.
Com essa mudança, os vendedores individuais passarão a pagar uma taxa total de 14% sobre cada venda, composta pela taxa padrão de 12% e 2% de transação, mais R$ 7 por item, com a opção de frete grátis para 6% dos produtos. O teto de comissão permanece em R$ 105, mesmo para produtos acima de R$ 665.
Análise de Especialistas
Segundo um relatório da XP, a taxa de comissão da Shopee pode subir até 20 pontos percentuais. O BTG Pactual também apontou que essa estratégia da varejista asiática visa equilibrar a monetização, a escala e o risco de evasão de vendedores para concorrentes.
Em comparação com a concorrente Mercado Livre, a nova taxa fixa da Shopee supera a da Meli (que varia entre R$ 6,25 e R$ 6,75), enquanto a taxa de comissão de 14% se aproxima da opção Classic da rival, que vai de 10% a 14%.
Take Rate e Sustentabilidade
O “take rate” é uma métrica importante para avaliar a monetização das plataformas de e-commerce, indicando a porcentagem da receita que elas capturam a partir do volume de vendas intermediado. Analistas do BTG Pactual argumentam que o take rate divulgado não reflete o custo real do vendedor, que inclui, além da comissão, taxas fixas, pagamento, logística e anúncios.
A expectativa é de que o setor continue experimentando com estratégias de monetização, alternando aumentos de taxas com concessões táticas. A capacidade de expandir a monetização por meio de serviços de maior qualidade, mantendo um retorno adequado aos vendedores, será crucial para o equilíbrio competitivo no médio prazo.
Autor(a):
Redação
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