Sinapi avança 0,37% em Março: veja o que impulsionou custos no Brasil!
Sinapi avança 0,37% em Março! Saiba como materiais e mão de obra impulsionaram o custo da construção no Brasil. Veja os destaques regionais!
Índice da Construção Civil: Sinapi Avança 0,37% em Março
O Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi) registrou um avanço de 0,37% no mês de março, um ritmo superior ao de fevereiro, que havia apresentado alta de 0,23%, conforme dados divulgados pelo IBGE. Este movimento reflete a dinâmica de custos no setor de construção no país.
Custo Acumulado e Média Nacional
Com este resultado, o custo total da construção no Brasil acumula um aumento de 2,15% no ano e de 6,73% nos últimos doze meses. Este percentual de 12 meses mostra uma estabilidade considerável quando comparado aos 6,71% registrados no período anterior.
Detalhes do Custo por Metro Quadrado
O custo médio nacional para a construção por metro quadrado subiu de R$ 1.925,08 em fevereiro para R$ 1.932,27 em março. Esse valor é composto por R$ 1.089,78 destinados aos materiais e R$ 842,49 referentes à mão de obra.
Materiais e Mão de Obra Impulsionam o Índice
O aumento geral do índice foi majoritariamente puxado pelo setor de materiais de construção, que tiveram um crescimento de 0,43% em março. Este avanço é mais expressivo se comparado ao aumento de 0,36% visto em fevereiro.
Variações Setoriais e Acumulado Anual
Em relação à mão de obra, foi apurada uma alta de 0,31%, influenciada por reajustes salariais ocorridos em diversas regiões. No acumulado de 12 meses, os custos com trabalhadores permanecem sob pressão, apresentando alta de 9,89%, um patamar bem acima dos 4,45% observados nos materiais.
Destaques Regionais e Perspectivas do Setor
No âmbito regional, o Nordeste liderou o crescimento mensal, com um aumento de 0,95%. Esse desempenho foi impulsionado por reajustes em categorias profissionais, notadamente na Bahia e na Paraíba. A Bahia, em particular, registrou a maior elevação do país no mês, atingindo 2,16%.
Variações em Outras Regiões
O Sul apresentou a menor variação regional, com um crescimento modesto de apenas 0,03%. Já o Sudeste avançou 0,14%, indicando um ritmo de crescimento mais contido em comparação com o Nordeste.
Apesar da desaceleração em comparação aos picos recentes, o custo da construção mantém-se pressionado, especialmente devido às variações mais intensas observadas na mão de obra no acumulado anual. Este cenário ocorre em um contexto de juros ainda elevados, o que tende a impactar o ritmo de novos investimentos e projetos no mercado imobiliário.
Autor(a):
Redação
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