Stellantis em Crise: Reestruturação e Prejuízos de 22 Bilhões!

Stellantis sofre com perdas de 22 bilhões! A gigante automotiva enfrenta turbulência com queda drástica nas ações. Saiba mais!

06/02/2026 16:51

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(Imagem de reprodução da internet).

Stellantis Enfrenta Desafios e Reestruturações no Mercado Automotivo

A gigante automobilística Stellantis, controladora das marcas Jeep e Fiat, está passando por um período de reestruturação e, até agora, a jornada não tem sido fácil. Em uma divulgação recente, a empresa revelou que os esforços de transformação realizados no último ano resultaram em custos de 22,2 bilhões de euros (equivalente a R$ 137,3 bilhões).

Essa notícia gerou uma forte reação dos investidores, que impactaram negativamente o valor das ações da empresa na bolsa de Nova York, com uma queda de 24,58% por volta das 15h15 (horário de Brasília).

Para garantir a saúde financeira da empresa, a Stellantis também anunciou a suspensão dos dividendos para 2026 e a projeção de um prejuízo líquido para o ano de 2025. A empresa está programada para divulgar os resultados completos de 2025 em 26 de fevereiro.

O CEO da Stellantis, Antonio Filosa, explicou que as dificuldades refletem, em parte, a superestimativa do ritmo da transição para veículos elétricos e o impacto de decisões operacionais anteriores.

Analistas do UBS avaliaram a situação como um “desastre de magnitude” e a orientação para 2026 como branda, o que justificava a reação negativa do mercado. No entanto, eles destacaram que a nova administração e os sólidos fundamentos do mercado regional podem tornar a ação atraente a longo prazo.

A empresa busca aumentar a receita líquida e a margem ajustada de lucro operacional para 2026, além de levantar até 5 bilhões de euros por meio da emissão de títulos híbridos, considerando o prejuízo líquido de 2025.

Outra medida tomada pela Stellantis foi a venda de sua participação na NextStar Energy, uma joint venture com a LG Energy Solution, que construiu e operou uma fábrica de baterias no Canadá. A LG Energy Solution assumirá 49% da participação, encerrando uma estratégia mais ampla no setor de veículos elétricos.

A empresa planeja divulgar uma estratégia de longo prazo em maio, com Filosa já antecipando que 2026 será o “ano da execução” para a companhia.

A Stellantis enfrentou desafios significativos nos últimos anos, incluindo a meta de 100% de vendas de veículos elétricos na Europa e 50% nos EUA até o final da década, estabelecida pelo ex-CEO Carlos Tavares. No entanto, devido a resultados decepcionantes na Europa e à popularidade de veículos chineses, a empresa decidiu reduzir a marcha de seu projeto de carros elétricos.

Além disso, a empresa realizou um investimento de US$ 13 bilhões nos EUA em quatro anos, lançou 10 novos produtos, cancelou outros que não gerariam lucro em escala e reestruturou suas capacidades globais de manufatura e gestão de qualidade, adicionando 5 mil empregos na força de trabalho norte-americana.

Um analista da AJ Bell, Russ Mould, avaliou que, embora a Stellantis tenha feito uma “aposta mal calculada” em veículos elétricos, o argumento de que compradores não querem esses produtos não está colando muito. “O sucesso de empresas como a BYD sugere que há muitas pessoas dispostas a dar esse salto.

Isso levanta a questão de saber se a frustração da Stellantis com as vendas de veículos elétricos está ligada a problemas de mercado ou se os motoristas simplesmente não gostam dos veículos deles”, ponderou.

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