Suzano cai 0,92% apesar do Ibovespa em alta: o que o BofA revelou?

Suzano cai 0,92% em dia de alta do Ibovespa! Entenda o impacto do dólar e a revisão do Bank of America no futuro da SUZB3.

10/04/2026 19:32

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Suzano Fecha em Baixa Apesar da Alta no Mercado Brasileiro

A Suzano (SUZB3) registrou um fechamento negativo nesta sexta-feira, dia 10, mesmo em um dia de forte desempenho para a bolsa brasileira. As ações da empresa caíram 0,92%, atingindo R$ 47,16, o que representa uma perda acumulada de 7,26% na semana.

Esse movimento contrasta bastante com o desempenho geral do Ibovespa, que encerrou o pregão em alta de 1,12%, chegando a 197.323,87 pontos e renovando máximas históricas pelo terceiro dia consecutivo.

Fatores de Pressão: Câmbio e Revisão de Análise

O principal motivo para a queda aponta para a combinação da desvalorização do dólar e uma revisão de recomendação feita pelo Bank of America (BofA) no início da semana.

Na terça-feira, dia 7, o BofA avaliou que os preços da commodity devem permanecer sob pressão por um período mais longo, devido ao excesso estrutural de oferta no mercado. Além disso, os analistas reduziram significativamente o preço-alvo para o final de 2026.

Impacto dos Ajustes de Preço-Alvo

O novo valor projetado para o Brasil caiu de R$ 82 para R$ 57, o que significa uma redução de R$ 25. Esse novo patamar sugere um potencial de valorização de cerca de 21% em comparação com o fechamento de hoje.

No mercado de Nova York, negociado pelo ADR, o preço-alvo também foi ajustado, caindo de US$ 16 para US$ 11, indicando um potencial de alta de aproximadamente 17%.

Riscos Setoriais: Energia e Conflitos Geopolíticos

O cenário desfavorável para o setor vai além da dinâmica de oferta e demanda. O aumento acentuado nos custos de energia impacta diretamente a indústria de celulose, que é altamente dependente desse insumo.

Desde o início do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, as ações da Suzano acumulam perdas superiores a 15%. Esse mesmo conflito elevou os custos logísticos e de diversos insumos.

Pressão Inflacionária na Cadeia Produtiva

A alta do preço do petróleo encareceu o transporte, seja ele marítimo, rodoviário ou ferroviário, além de pressionar os custos de produtos químicos essenciais para a produção.

Neste contexto, a Suzano comunicou nesta sexta-feira, dia 10, que os preços globais de itens como papel higiênico, lenços de papel e fraldas devem subir, pois as empresas buscam repassar os custos mais altos aos consumidores finais.

Perspectivas de Custos e Preços no Mercado Global

Com um valor de mercado que ultrapassa US$ 60 bilhões, a Suzano é reconhecida como a maior produtora mundial de celulose, fornecendo para empresas como a Kimberly-Clark, dona de marcas conhecidas como Cottonelle e Kleenex.

Paulo Leime, diretor-geral da companhia para Europa, Oriente Médio e África, apontou que a tendência é de pressão inflacionária em toda a cadeia. Ele afirmou à Reuters que haverá um aumento de custos em todo o sistema de valor.

“Isso pressionará os preços do papel. Se essa crise continuar, a inflação deverá retornar a vários produtos, não apenas papel e lenços de papel”, completou o executivo, sinalizando um cenário de custos elevados.”

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