Taxas do Tesouro em Queda no Início de 2026
As taxas de juros do Tesouro iniciaram 2026 com sinais de queda, conforme divulgado nesta sexta-feira (2). O pregão do mercado financeiro foi caracterizado por menor liquidez, devido ao período de recesso de fim de ano, o que pode ampliar a instabilidade nos preços dos títulos públicos.
Investidores retomando suas atividades após o recesso podem influenciar a volatilidade do mercado.
A comparação com o último dia de negociação de 2025, na terça-feira (30), revelou recuos em todos os vencimentos dos títulos prefixados. O Tesouro Prefixado 2028 apresentou uma redução de 0,11%, passando de 13,15% para 13,04% ao ano. O Tesouro Prefixado 2032 também registrou uma diminuição, caindo de 13,74% para 13,60% ao ano.
Esses movimentos refletem um ajuste nas expectativas de juros, impulsionado por um ambiente externo mais favorável ao risco no começo do ano. A alta do Treasury de dez anos nos Estados Unidos, que serve como referência global, subiu 1,0 ponto-base, atingindo 4,165%.
Essa dinâmica externa influencia as decisões de investimento.
No cenário doméstico, a ausência de eventos econômicos na agenda contribuiu para o cenário. Dados da S&P Global indicaram que a atividade industrial brasileira encerrou 2025 com uma retração significativa. O PMI industrial atingiu 47,6 pontos em dezembro, uma queda de 1,0 ponto-base em relação aos 48,8 pontos de novembro.
Esse índice, que separa crescimento de contração, permanece abaixo de 50, sinalizando uma contração na atividade industrial.
Com esses fatores combinados – ajuste técnico nas taxas do Tesouro, influência do cenário internacional e sinais de desaceleração na economia brasileira – os investidores acompanham de perto a evolução do mercado.
