O Tribunal de Contas da União (TCU) intensificou sua análise no caso envolvendo o Banco Master. Em um despacho liderado pelo presidente Vital do Rêgo, a Corte determinou a abertura de uma inspeção para examinar os documentos que levaram à liquidação extrajudicial da instituição, ocorrida em novembro.
Essa medida foi tomada durante o período de recesso do TCU, após o ministro Jhonatan de Jesus, responsável pelo caso, solicitar esclarecimentos ao Banco Central (BC).
Solicitação de Informações do TCU
Vital do Rêgo explicou que a inspeção faz parte do procedimento padrão da unidade técnica do tribunal, conforme solicitado pelo relator do caso. A análise dos documentos permitirá que o TCU compreenda as bases da liquidação do banco. O objetivo é avaliar se as normas do Sistema Financeiro Nacional (SFN) foram adequadamente observadas.
Pressão e Reações no Setor Financeiro
A decisão do TCU gerou preocupações no setor financeiro, com alguns agentes temendo uma possível revisão da liquidação do Banco Master pelo ministro Jhonatan de Jesus. A Associação Brasileira de Bancos (ABBC) e a Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) defenderam a atuação do Banco Central no processo.
Investigações e Acareação
Durante o andamento do processo, a Polícia Federal (PF) conduziu entrevistas separadas com os executivos Daniel Vorcaro e Paulo Henrique Costa, ex-presidente do Banco de Brasília (BRB). Em seguida, a PF promoveu uma acareação entre Vorcaro e Costa para esclarecer divergências em seus depoimentos anteriores.
Primeira Confrontação de Órgãos Superiores
O processo representa um marco, sendo a primeira vez que decisões do Banco Central, um órgão regulador com autonomia técnica, são confrontadas em tribunais superiores do Brasil. O caso envolve ainda o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Tofolli, que também tem ligação com o caso envolvendo Daniel Vorcaro, Paulo Henrique Costa e Ailton de Aquino, diretor de Fiscalização do Banco Central.
