Tempestade Marciana: Descoberta Chocante Revela Segredo da Perda de Água em Marte
Tempestade marciana revela segredo: Marte perdeu água em escala colossal!
Uma tempestade incomum, detectada por sondas como TGO, MRO e EMM, injetou vapor de água em Marte, revelando uma crise hídrica e a perda de bilhões de anos de água
Desvendando os Segredos da Perda de Água em Marte
A imagem atual de Marte, com seu deserto árido e hostil, contrasta drasticamente com a história que a superfície do planeta revela. Por décadas, a busca científica se concentrou em encontrar evidências de água em estado líquido, um elemento essencial para o desenvolvimento da vida como a conhecemos.
A existência de água em Marte já é considerada um fato, mas a questão de como o planeta perdeu grande parte desse recurso continua sendo um dos maiores desafios da ciência moderna.
Determinar como esse ambiente antes rico em água secou é um dos grandes desafios da ciência moderna. Vários processos podem explicar parte dessa perda hídrica, mas o destino de grande parte da água marciana ainda era desconhecido. Uma nova pesquisa, conduzida por cientistas do Instituto de Astrofísica da Andaluzia, da Universidade de Tóquio e do Real Instituto Belga de Ciências Aeroespaciais, lança uma luz sobre esse mistério.
A Tempestade de Poeira e a Crise Hídrica
A pesquisa se baseou na observação de uma tempestade de poeira localizada, mas intensa e incomum em relação aos padrões conhecidos. A tempestade transportou água para as camadas superiores da atmosfera marciana durante o verão no hemisfério norte, conforme analisado pelo físico Adrián Brines em colaboração com Shohei Aoki e Frank Daerden.
Esse evento desencadeou uma espécie de crise hídrica em um lugar marcado pela escassez de água.
Medições de Hidrogênio e a Órbita Marciana
A chave para mensurar a perda de água em Marte é determinar quanto hidrogênio escapa para o espaço sideral. As medições atuais indicam que Marte perdeu uma quantidade enorme de água ao longo de bilhões de anos, suficiente para cobrir grande parte de sua superfície com profundidades de centenas de metros.
A órbita de Marte é mais elíptica que a da Terra, o que significa que, durante uma parte do ano, o planeta está mais próximo do Sol, recebendo mais energia. Isso resulta em verões no hemisfério sul marciano muito mais quentes e dinâmicos do que no hemisfério norte.
Observações da Tempestade de Poeira em Marte
Os cientistas observaram um aumento incomum de vapor de água na atmosfera média de Marte durante o verão do hemisfério norte no Ano Marciano de 37 (2022-2023 na Terra), causado por uma tempestade de poeira incomum. Nenhuma tempestade parecida, em termos de localização e estação do ano, foi observada em Marte nas últimas duas décadas.
O evento foi analisado a partir dos dados combinados de diversas sondas orbitais ativas em Marte: o ExoMars Trace Gas Orbiter (TGO) da ESA, o Mars Reconnaissance Orbiter (MRO) da Nasa e a Emirates Mars Mission (EMM).
Impacto da Tempestade na Atmosfera Marciana
A tempestade de poeira desencadeou uma injeção súbita e intensa de vapor de água que alcançou altitudes entre 60 e 80 quilômetros, especialmente em altas latitudes do norte marciano. A quantidade de água presente foi até dez vezes maior que o habitual — um fenômeno não observado em anos marcianos anteriores e não previsto pelos modelos climáticos atuais.
O excesso de vapor de água decorrente do fenômeno foi detectado simultaneamente em todas as longitudes de Marte, indicando que a água se espalhou rapidamente pelo Planeta Vermelho. Depois de algumas semanas, a quantidade de poeira na atmosfera voltou aos níveis normais e, consequentemente, o vapor de água voltou a ficar confinado nas camadas inferiores.
Autor(a):
Redação
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