Toffoli, J&F e Tayayá: Coaf Revela Transações Suspeitas e Acha Conexão no Caso!
Coaf aponta irregularidades em esquema envolvendo Toffoli, J&F e Tayayá! Novo relatório expõe movimentações suspeitas de R$ 25,9 milhões. O caso ganha força com o envolvimento do ministro Dias Toffoli. Saiba mais!
Novo Relatório do Coaf Recua Dias Toffoli em Caso da J&F e Tayayá
Um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) reacendeu o caso que envolve o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli, a J&F e o resort Tayayá, no Paraná. O documento, obtido pelo Estadão, aponta para uma série de movimentações financeiras que geram suspeitas de irregularidades.
A holding dos irmãos Joesley e Wesley Batista, através da empresa PHB Holding, transferiu R$ 25,9 milhões para a Maridt, uma companhia ligada à família do ministro. A Maridt, por sua vez, formalizou a venda de sua participação no Tayayá para a PHB Holding em 21 de fevereiro de 2025.
O volume de recursos analisado pelo Coaf, somado ao envolvimento de Toffoli, elevou a temperatura do caso.
Detalhes da Operação Financeira
O Coaf classificou o repasse de R$ 25,9 milhões como uma transação atípica, o que significa que a movimentação chamou a atenção dos investigadores. A suspeita é de que a transferência possa estar relacionada à compra da participação da Maridt no resort.
No entanto, o documento não detalha para quem a PHB Holding enviou os recursos após recebê-los, nem cita diretamente Toffoli ou a Maridt como destinatários da transferência.
Reações das Partes Envolvidas
Os três lados – Toffoli, PHB e J&F – adotaram a mesma linha de defesa, negando qualquer conexão entre o pagamento e a compra das cotas do resort. Segundo Toffoli, a Maridt se relacionou “exclusivamente com a PHB Holding”, e as movimentações financeiras da empresa estão declaradas às autoridades.
Paulo Humberto Barbosa, controlador da PHB, afirmou que os valores recebidos da J&F correspondem a honorários por serviços advocatícios. A J&F também negou qualquer relação, afirmando que fez o pagamento por serviços profissionais.
Contexto Mais Amplo do Caso
O caso ganhou ainda mais peso por causa de um antecedente relevante: Dias Toffoli suspendeu os efeitos financeiros da multa de R$ 10,3 bilhões prevista no acordo de leniência da J&F. Além disso, fundos ligados a Fabiano Zettel, cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro, também compraram participação da Maridt no Tayayá, investindo um total de R$ 35 milhões no empreendimento.
Essa série de operações milionárias em torno do mesmo ativo coloca o caso sob nova luz, com foco no cruzamento entre datas, empresas e personagens.
Apesar de o relatório do Coaf não apontar ilegalidade, a coincidência entre uma transferência milionária e a compra de uma participação ligada à família de um ministro do STF aumenta a pressão sobre o caso. O escândalo reacende o debate sobre possíveis irregularidades e a necessidade de uma investigação mais aprofundada.
Autor(a):
Redação
Portal de notícias e informações atualizadas do Brasil e do mundo. Acompanhe as principais notícias em tempo real