A dinâmica entre os Estados Unidos e o Canadá está passando por um período de crescente instabilidade. Em um movimento que gerou preocupação, o presidente Donald Trump anunciou a possibilidade de impor uma tarifa de 100% sobre todas as mercadorias canadenses que entrassem nos Estados Unidos.
Essa medida surge em resposta a negociações entre o Canadá e a China, visando a remoção de barreiras comerciais.
Acordo Canadá-China e a Retaliação Americana
O governo canadense, liderado pelo primeiro-ministro Mark Carney, estava em processo de formalizar um acordo com a China, que incluía a redução de impostos sobre produtos agrícolas canadenses e a facilitação da importação de veículos elétricos chineses, com uma tarifa de apenas 6,1%.
Trump interpretou essa iniciativa como uma estratégia da China para utilizar o Canadá como um ponto de apoio no comércio norte-americano, permitindo que produtos chineses entrassem sem as tarifas aplicadas diretamente nos Estados Unidos.
Mudança de Posição e Repercussões
Em janeiro de 2026, Trump havia expressado apoio às ações de Mark Carney, afirmando que ele estava certo em buscar um acordo com a China para fortalecer a economia canadense. No entanto, a situação se deteriorou após o Fórum Econômico Mundial em Davos, onde Carney alertou contra a “coerção econômica” por parte de grandes potências, sem mencionar diretamente os Estados Unidos.
Essa declaração foi vista como uma crítica à política tarifária de Trump.
Impactos Econômicos e Reações
A ameaça de tarifa de 100% afetaria diretamente o consumidor e o comércio entre os dois países. Embora acordos como o USMCA protejam grande parte do comércio, setores como aço, cobre e autopeças já sofrem com tarifas de 35% impostas por Trump. A Câmara de Comércio do Canadá argumenta que o acordo com a China visa beneficiar os consumidores locais e que a relação com os Estados Unidos continua sendo prioritária.
A Casa Branca mantém a pressão, sinalizando que a integração econômica canadense com a China é uma linha vermelha inegociável.
