Encontro entre Trump e Xi Jinping Previsto para Revisar Relações Comerciais e Abordar Tensões Geopolíticas
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está programado para visitar a China entre os dias 31 de março e 2 de abril. O encontro com o presidente Xi Jinping tem como principal objetivo reestruturar a relação comercial bilateral entre os dois países, além de discutir as tensões envolvendo a questão de Taiwan, segundo fontes oficiais.
A visita ocorre em um momento de reavaliação das políticas comerciais dos Estados Unidos, após a Suprema Corte americana ter revogado parte das tarifas sobre exportações chinesas. Essa decisão pode influenciar as negociações para estender a trégua comercial estabelecida no ano anterior, que buscou conter o aumento mútuo de tarifas entre as nações.
Trump Expressa Expectativas para Reunião e Planeja Novos Encontros
O presidente Trump declarou esperar uma recepção ainda mais grandiosa do que a de sua viagem a Pequim em 2017, durante seu primeiro mandato. Ele também planeja receber Xi Jinping em Washington ainda este ano, com a expectativa de uma reunião do G20 na Flórida.
A trégua comercial, formalizada em outubro passado, resultou na redução de tarifas e barreiras comerciais por um período de um ano, buscando mitigar os efeitos de meses de escalada tarifária que geraram preocupações sobre uma possível desaceleração econômica global.
Prioridades e Desafios para a China
Para Pequim, a principal prioridade é estender a trégua comercial, buscando por cortes adicionais nas tarifas e pelo relaxamento das restrições à exportação de chips avançados de inteligência artificial. A recente redução das tarifas fortalece a posição da China, o que pode dificultar os planos de Trump de obter compromissos sobre compras de soja, aviões da Boeing e energia americana.
Tensões Geopolíticas e Impacto Comercial
O déficit comercial anual dos Estados Unidos com a China caiu para cerca de US$ 202 bilhões em 2025, o menor nível em 21 anos, segundo dados do Departamento de Comércio. No entanto, as tensões políticas permanecem elevadas, especialmente em relação à questão de Taiwan.
Xi Jinping alertou Trump sobre a posição da China em relação à independência de Taiwan, solicitando cautela em relação às vendas de armas americanas, que atingiram US$ 11 bilhões em dezembro. Além disso, os movimentos recentes dos EUA na América Latina e no Irã, incluindo a captura do líder venezuelano Nicolás Maduro e as sanções ao petróleo venezuelano, também geram preocupações para Pequim, que é uma das maiores importadoras de petróleo iraniano.
