Trump, Houthis e Guerra no Oriente Médio: Mercado em Crise e Corte Surpreendente na Selic!
Crise no Oriente Médio abala mercados! Trump e a “contagem dos momentos” de Teerã geram pânico. Fed e Copom sob os holofotes: será que o Ibovespa resiste?
Mercado em Tensão com Conflito no Oriente Médio e Expectativas de Juros
A semana começou com um cenário de incertezas nos mercados financeiros, impulsionado pelo crescente conflito no Oriente Médio. As declarações do ex-presidente Donald Trump, que continuam a enfatizar o progresso nas negociações para um cessar-fogo, contrastavam com a escalada de envolvimento dos Houthis, um grupo extremista aliado do Irã.
A possibilidade de uma incursão terrestre dos Estados Unidos no Irã, com a retórica de Teerã indicando “contagem dos momentos” para destruir as forças americanas, adicionava uma camada significativa de risco.
Reações no Mercado Financeiro
As bolsas de valores reagiram às palavras do presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, que buscava sinais sobre a futura trajetória das taxas de juros nos Estados Unidos. Powell ressaltou que as expectativas de inflação permaneciam ancoradas no curto prazo, mas alertou para a necessidade de monitorar de perto os impactos do conflito.
No Brasil, o Ibovespa apresentou uma alta inicial de cerca de 0,87% por volta das 11h50, com 182.279 pontos, mas perdeu força ao longo da manhã.
Decisão do Copom e Expectativas de Inflação
Paralelamente, investidores locais acompanhavam as declarações do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, durante o Safra Macro Day. Galípolo justificou a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de realizar um corte de 0,25 ponto percentual (p.p) na taxa Selic, diferente das previsões iniciais do mercado, argumentando que essa postura permitia ganhar tempo para analisar o cenário geopolítico instável.
Desempenho das Ações
No Ibovespa, a Brava (BRAV3) liderava as altas, subindo 5,11% a R$ 20,56, impulsionada pelo anúncio da empresa sobre o início da perfuração de novos poços e pela valorização do petróleo Brent. Por outro lado, as ações da Vamos (VAMO3) apresentavam a maior desvalorização, com uma queda de quase 3% a R$ 3,66, devido à sensibilidade da empresa às expectativas revisadas para a inflação.
Revisão das Projeções de Inflação
Economistas consultados pelo Banco Central revisaram para cima as projeções de inflação para os próximos anos, conforme o Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (30). As expectativas voltaram a subir em toda a curva, indicando uma perspectiva de desinflação mais lenta do que o esperado.
Para 2026, a projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) avançou de 4,17% para 4,31%, enquanto para 2027 e 2028, as estimativas também foram ajustadas para cima, para 3,84% e 3,57%, respectivamente. Para 2029, a expectativa foi mantida em 3,50%.
Autor(a):
Redação
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