Trump impõe tarifas e intensifica pressão sobre Irã com protestos e crise

Trump impõe tarifas a países que fazem negócios com Irã, onde protestos e mais de 500 mortes são registrados. Ali Khamenei é alvo de manifestantes.

13/01/2026 10:16

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(Imagem de reprodução da internet).

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, implementou uma nova série de tarifas. Essas tarifas serão aplicadas a países que continuarem a realizar negócios com o Irã, onde ocorrem protestos generalizados com um número significativo de mortes.

A medida visa impactar o Irã, considerando a repressão aos manifestantes.

Trump anunciou que países como China, Índia, Emirados Árabes Unidos e Turquia, que mantêm relações comerciais com o Irã, enfrentarão uma tarifa de 25% sobre qualquer produto exportado para os Estados Unidos. Essa decisão foi comunicada através da rede social Truth Social na segunda-feira, 12.

O anúncio tem implicações para o mercado de petróleo, com o preço do petróleo tipo Brent em alta, registrando um aumento de 0,84% ontem e 1,70% por volta das 9h30 de hoje.

Comércio Brasileiro com o Irã

Em 2025, o Brasil importou aproximadamente US$ 84,5 milhões em produtos iranianos, incluindo ureia, pistache e uvas secas. As exportações brasileiras para Teerã totalizaram cerca de US$ 2,9 bilhões, concentradas em commodities agrícolas como milho, soja e açúcar.

O milho não moído representou a maior parte das exportações brasileiras para o Irã (67,9% do total, no valor de US$ 2 bilhões), seguido pela soja (19,3% do total, equivalente a US$ 563,6 milhões). As importações brasileiras de produtos iranianos foram dominadas por adubos ou fertilizantes químicos (79,0% do total, sendo US$ 66,8 milhões).

O Brasil possui uma participação limitada no comércio exterior com o Irã, representando 0,84% das exportações brasileiras (31º destino de vendas) e 0,03% das importações (82º no ranking de compras). O volume total da corrente comercial entre os dois países atingiu US$ 3 bilhões.

Situação no Irã

Desde 28 de dezembro, protestos contra a crise econômica têm ganhado força no Irã, representando um desafio significativo para o governo dos aiatolás desde a Revolução Islâmica de 1979. Os manifestantes expressam sua insatisfação com o presidente Ali Khamenei, que ocupa o cargo há 35 anos, e com a situação econômica do país.

As manifestações, que já resultaram em mais de 500 mortes, ocorreram em um período de mais de duas semanas. Em resposta, o Irã cortou o acesso à internet e impôs um apagão de energia, medidas tomadas em resposta a um chamado do príncipe herdeiro exilado, Reza Pahlevi, que reside nos Estados Unidos e incentivou a população a se manifestar.

O parlamento iraniano alertou que forças americanas e o território israelense se tornariam “alvos legítimos” caso Washington prosseguisse com uma ação militar contra a República Islâmica.

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