Trump Revela Estratégia Surpreendente para o Irã e Impacto Global!
Trump revela estratégia de negociação chocante! Analista da Nomura destrincha a tática do ex-presidente no conflito no Irã. Descubra o plano revelador!
Análise de Especialista Sobre o Conflito no Irã e Impacto Eleitoral
Apesar da guerra no Irã estar em sua quinta semana, muitos analistas do mercado ainda preveem uma resolução rápida do conflito. Brett Collins, gerente de portfólio de crédito da gestora do banco Nomura, expressou essa visão em um painel sobre crédito corporativo durante a Global Managers Conference 2026, organizada pela BTG Pactual Asset Management.
O Cenário Base e os Riscos Macroeconômicos
Collins acredita que a resolução rápida é o cenário-base, e que a economia global consegue lidar com um período de preços elevados do petróleo sem grandes impactos no crescimento e na inflação. No entanto, ele reconhece o risco de que o conflito se prolongue.
O principal risco para o mercado de títulos corporativos, segundo ele, é o cenário macroeconômico, impulsionado pela pressão sobre os preços do petróleo e, consequentemente, sobre a inflação e os juros no mundo.
A Estratégia de Trump e o Conceito de Ancoragem
Collins admite que grande parte do risco geopolítico atual foi desencadeada pela administração Trump. Ele argumenta que, embora as ações do presidente norte-americano possam parecer imprevisíveis, elas são, na verdade, mais previsíveis se você entender como ele opera.
O gestor justifica que, por se tratar de um segundo mandato, Trump entende que tem apenas quatro anos para “reescrever as regras da economia global” de forma a trazer mais vantagens para os Estados Unidos. Daí a “correria” das suas ações.
A Ancoragem como Tática de Negociação
Collins descreve a estratégia de Trump como o uso do conceito clássico de ancoragem na negociação: “Você primeiro ancora a negociação num resultado favorável para você; então, oferece concessões para chegar a um acordo.” O gestor de portfólio de crédito do Nomura diz que a maioria dos políticos norte-americanos tem medo de fazer isso, mas não o republicano. “Trump não se importa, ele é o mestre da negociação.
Ele diz coisas ultrajantes para iniciar uma negociação e então vai oferecendo concessões até chegar a um acordo”, diz Collins.
O Impacto das Eleições e o Custo de Vida
Collins exemplifica com o caso das tarifas: primeiro Trump disse algo “ultrajante”, como impor 100% de tarifas à China, para dar o pontapé inicial numa negociação. No fim das contas, as tarifas efetivas hoje não passam de cerca de 10%, diz o gestor.
A limitação de Trump que deve fazer a guerra no Irã terminar logo é o início de uma guerra no Irã seria, nesse sentido, uma maneira (arriscada, claro) de forçar um acordo vantajoso aos Estados Unidos na região.
A Visão de George Friedman e o Cenário Eleitoral
O gestor de portfólio crédito do Nomura cita o analista político George Friedman, dizendo que “se você quiser prever as ações de um político, não ouça o que ele diz, nem estude o que ele quer fazer; analise o que as suas limitações permitirão que ele faça”.
Segundo Collins, a maior limitação de Trump neste momento — o que o faria correr para impedir que a guerra no Irã se arraste — são as eleições legislativas de meio de mandato, marcadas para novembro.
O Custo de Vida e o Resultado Eleitoral
Collins explica que, agora, os republicanos controlam as duas casas do Congresso; no entanto, caso percam uma delas, haverá uma grande disrupção nos próximos anos do governo Trump. “Os democratas vão conseguir barrar leis, investigar Trump, e ele pode até sofrer um impeachment por algum motivo”, disse Collins.
E qual o grande risco da guerra para a população norte-americana e, consequentemente, para o resultado eleitoral? O peso do conflito sobre o custo de vida. “O tema-chave da política norte-americana no momento é custo de vida. A noção de que, nos últimos anos, os salários subiram, mas os preços subiram mais rápido, então as pessoas ficaram menos ricas”, observa Collins.
A guerra no Irã não ajuda nesse sentido, pois uma alta prolongada do preço do petróleo levaria a inflação às alturas. “O Ocidente consegue aguentar um petróleo a US$ 100 o barril por algum tempo, mas se em outubro o gás estiver custando US$ 5 o galão, os republicanos perdem a eleição”, explicou.
Autor(a):
Redação
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