Usiminas: Analistas Preveem Valorização Expressiva Após Saída da China

Usiminas (USIM5) brilha com a saída da China! Analistas elevam expectativas e preveem reprecificação de ações. Saiba mais!

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(Imagem de reprodução da internet).

Usiminas: Analistas Aumentam Expectativas com Proteção Comercial e Reajustes

Ao longo deste mês, a Usiminas (USIM5) tem demonstrado um crescimento notável em sua popularidade entre os investidores. Essa melhora no sentimento se deve, em grande parte, a um cenário que se desenvolveu de forma mais favorável do que o esperado, impulsionado por um evento inesperado no mercado de aço: a saída forçada do aço chinês do mercado brasileiro.

Após a implementação de tarifas antidumping pelo governo em fevereiro, uma parcela significativa da oferta chinesa deixou de competir nas mesmas condições, o que gerou um impacto considerável.

O Efeito da Tarifa Antidumping

Segundo o UBS BB, esse efeito é comparável a remover uma siderúrgica inteira de circulação por um breve período. Essa mudança no equilíbrio do setor pode trazer novas oportunidades para a Usiminas. Os analistas acreditam que a empresa tem potencial para uma reprecificação significativa de suas ações nos próximos meses, mesmo após o recente aumento no valor das ações, que subiu 6,83% nesta segunda-feira (27), atingindo R$ 8,13.

A valorização acumulada desde o início do ano já supera os 36% na B3.

Visão Construtiva e Projeções Elevadas

A perspectiva otimista em relação à Usiminas está relacionada à mudança no ambiente competitivo da siderurgia brasileira. O governo implementou tarifas antidumping sobre importações de aços laminados a frio e revestidos, buscando conter a entrada de produtos estrangeiros a preços considerados desleais.

Essa medida redesenhou o mercado de aço plano no Brasil, com o aço chinês perdendo competitividade entre 15% e 20% da oferta doméstica, criando um déficit relevante entre oferta e demanda. Esse espaço deverá ser preenchido, em parte, por importações de outros países asiáticos e, principalmente, pelas siderúrgicas locais.

Preços em Ascensão e Margens em Expansão

Os analistas estimam que os preços devem subir entre US$ 100 e US$ 200 por tonelada, abrindo espaço para reajustes ao longo dos próximos meses. Diante dessa lacuna, a avaliação é que empresas com capacidade instalada e posicionamento no mercado doméstico, como a Usiminas, tendem a capturar a demanda adicional com preços mais altos.

A empresa já implementou um reajuste de 5% nos preços na rede de distribuição em abril, e novas rodadas estão previstas para maio e junho. Com isso, o banco revisou suas projeções e elevou as estimativas de Ebitda (que mensura o potencial de geração de caixa operacional de um negócio) em cerca de 10% a 15% para 2026 e 2027.

Estratégia da Usiminas: Valor sobre Volume

A administração da Usiminas deixou claro que o foco daqui para frente não é apenas produzir mais, mas produzir melhor. A empresa adotará uma estratégia de “valor sobre volume” até que os estoques elevados na cadeia de suprimentos sejam normalizados, o que deve ocorrer no segundo semestre de 2026, segundo os analistas.

Além disso, a companhia reportou uma economia estrutural de US$ 15 por tonelada graças a esforços contínuos de eficiência.

Recomendação do UBS BB e Riscos a Considerar

Para o UBS BB, a resposta é positiva. Mesmo após a valorização recente de 12% desde a divulgação do balanço, o banco avalia que o potencial de alta até 2027 segue subestimado pelo mercado. Segundo os analistas, entre os principais riscos estão a volatilidade das commodities e eventuais interrupções na produção.

Ainda assim, o ambiente atual, com o “escudo” antidumping, é visto como suficientemente robusto para sustentar a tese.

O Morgan Stanley, por outro lado, adota uma postura mais cautelosa. Apesar de elevar suas projeções em quase 50%, o banco manteve recomendação equalweight, equivalente a neutra, para USIM5. O ponto de atenção está na efetividade das medidas antidumping.

Na visão dos analistas, há risco de que importadores encontrem formas de contornar as restrições, mantendo a pressão sobre os preços domésticos. Além disso, o banco destaca que as ações já negociam acima da média histórica de cinco anos — cerca de 3,6 vezes o valor de firma (EV) sobre o Ebitda estimado para 2026 —, o que pode limitar o potencial de valorização no curto prazo.

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