Usiminas (USIM5) Bombeia! Ação Dispara e Especialistas Alertam para Oportunidade Surpreendente

A Usiminas (USIM5) tem apresentado um desempenho notável, impulsionado por uma série de fatores que, até o momento, superaram as expectativas do mercado. Desde outubro de 2025, a ação registrou um aumento expressivo de 82%, superando em 60 pontos percentuais a alta do Ibovespa, principal índice da bolsa de valores.
Atualmente, a ação é negociada a R$ 9,10, com um ganho de 65,76% nos últimos 12 meses e de 52,94% desde o início do ano, refletindo um cenário de recuperação e otimismo.
Projeções e Expectativas do Itaú BBA
O banco Itaú BBA projeta um potencial de valorização adicional de cerca de 21,8% para a ação da Usiminas até o final de 2026. Com um novo preço-alvo de R$ 11,00, o banco acredita que o mercado ainda subestima o potencial da empresa, considerando a melhora esperada na operação com preços mais altos do aço, influenciada pelo conflito no Oriente Médio e pela crescente demanda brasileira.
Potencial Fiscal e Oportunidades Negligenciadas
Além das perspectivas de crescimento da operação, o Itaú BBA destaca um potencial de valorização ainda não incorporado no preço da ação: ganhos fiscais provenientes de Juros sobre Capital Próprio (JCP) não pagos, retroativos a 1996, decorrentes do julgamento do Tema 1.319 do STJ.
Esse tema permite que empresas deduzam esses juros da base de cálculo do Imposto de Renda de Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), mesmo sobre lucros de exercícios anteriores à decisão que autorizou o pagamento.
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Cálculos e Impacto Potencial
Segundo estimativas do banco, o valor desses ganhos fiscais poderia variar entre R$ 1,7 bilhão e R$ 3,6 bilhões, representando de 15% a 32% do valor total da companhia. No entanto, a materialização desses benefícios depende da decisão da diretoria da Usiminas de distribuir esses juros sobre o capital próprio retroativos, o que adiciona uma camada de incerteza ao cenário.
Desempenho Recente e Recomendações
A Usiminas surpreendeu o mercado com um desempenho robusto no primeiro trimestre deste ano, com um lucro líquido que mais que dobrou em relação ao mesmo período de 2025, atingindo R$ 896 milhões. Esse resultado positivo foi impulsionado, em parte, pela ‘saída forçada’ do aço chinês do mercado brasileiro, após a imposição de tarifas antidumping.
Outras instituições financeiras, como o banco Safra, também elevaram suas projeções para a ação, atingindo um preço-alvo de R$ 9,70, com recomendação de outperform.
Autor(a):
Redação
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