Vale: Especialistas veem valorização além do minério de ferro e cobre em 2026!

Especialistas veem potencial oculto na Vale! Ruy Hungria aponta “joia da coroa” e o futuro do cobre que pode valorizar muito a VALE3. Saiba mais!

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(Imagem de reprodução da internet).

Análise da Vale: Especialistas veem potencial de valorização além do minério de ferro

A recente queda nas ações da Vale (VALE3) foi interpretada pelo mercado como um simples ajuste de lucros, e não como um sinal de mudança na tendência estrutural da empresa. Segundo Ruy Hungria, analista da Empiricus Research, essa visão se sustenta considerando a estabilidade dos preços do minério de ferro.

O analista também sugere que a retração pode indicar uma movimentação dos investidores de commodities em direção ao setor de petróleo. Em março, os papéis da companhia tiveram uma queda de 6,77%. Apesar disso, a Vale registrou um aumento de 14,6% em 2026, seguindo um crescimento expressivo de 49% ao longo de 2025.

A “Joia da Coroa” da Vale e o futuro da transição energética

Apesar dos movimentos recentes, Ruy Hungria aponta que a Vale possui um ativo subestimado, uma verdadeira “joia da coroa”, que pode impulsionar as ações a um patamar muito mais atraente para os investidores.

O analista destaca que a Vale demonstrou uma evolução operacional notável nos últimos trimestres. Além disso, ele observa que a receita em dólares permite que a mineradora se beneficie da moeda em um cenário de incertezas causadas pelas tensões geopolíticas.

Foco em Metais Básicos e Expansão de Cobre

Quando o foco é a valorização do papel, Hungria aponta um aspecto crucial: a Vale Base Metals (VBM). Esta divisão lida com metais básicos, como cobre e níquel, essenciais para a transição energética global.

Um ponto de destaque é o plano da Vale de quase dobrar sua capacidade de produção de cobre, elevando-a de 380 mil toneladas/ano para cerca de 700 mil toneladas até 2035. Hungria acredita que o sucesso desse plano posicionará a Vale entre as maiores produtoras mundiais de cobre.

Projeções de Valuation e Comparativo com Concorrentes

Atualmente, a Vale “inteira” está avaliada em cerca de 4,5x EV/Ebitda. Para Hungria, esse múltiplo sugere que o mercado está valorizando apenas a parte do minério de ferro. No entanto, apenas a VBM poderia justificar um valuation de 8 a 9x EV/Ebitda.

Com base nisso, o analista estima que a Vale poderia ser negociada em patamares mais próximos de 5 a 6x EV/Ebitda. Ele prevê que a VBM continuará a destravar valor nos próximos anos, beneficiando diretamente os acionistas da VALE3.

Vantagem Competitiva da Vale

Ruy Hungria reforça que, comparada às concorrentes australianas, que negociam entre 6 e 7x EV/Ebitda, a Vale ainda aparece descontada, apresentando uma melhor evolução nos últimos trimestres.

Em um movimento de recomendação, as ações da Vale (VALE3) foram incluídas na carteira para abril, recebendo recomendação de compra e um peso de 10% no portfólio.

Estratégia de Seleção de Ativos no Mercado Brasileiro

Identificar ativos com grande potencial entre as mais de 500 ações listadas na bolsa brasileira não é tarefa simples. Por isso, analistas como os da Empiricus Research fazem um trabalho minucioso, selecionando ativos com potencial de retornos consistentes, acima dos principais índices locais, mantendo um risco adequado.

É com base nessa análise que Ruy Hungria atualiza a carteira Top Picks da Empiricus. Neste mês, a Vale foi adicionada, enquanto houve a recomendação de venda de um título de uma companhia em setor mais sensível às variações de juros.

O portfólio analisado considera não apenas o potencial de valorização das empresas, mas também o contexto macroeconômico e os aspectos específicos de cada segmento, oferecendo uma visão completa para o investidor.

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