Vale (VALE3) em Risco: BofA Reduz Expectativas e Ações Caem no Ibovespa
Vale (VALE3) em alerta! Bank of America muda a visão sobre a mineradora após alta expressiva. Ação despenca 1% e analistas alertam: minério de ferro em crise? Saiba mais!
Vale (VALE3) Sofre com Rebaixamento do Bank of America
O Bank of America (BofA) ajustou sua visão sobre a Vale (VALE3), alterando a recomendação de “compra” para “neutra”. Essa mudança ocorre após um período de forte valorização das ações da mineradora, que subiram cerca de 94% desde abril de 2025.
Analistas acreditam que o preço das ações da Vale já refletia uma avaliação otimista demais, descolada dos fundamentos do minério de ferro.
A discrepância entre o valor da ação e o preço do minério de ferro é um fator chave nessa revisão. Enquanto os ADRs da Vale, negociados em Nova York, apresentaram alta de 35% no ano, o minério de ferro registrou queda de 7%, com preço próximo de US$ 99 por tonelada.
Essa situação se refletiu no pregão desta quinta-feira (26), com a ação da Vale caindo 1,00% no Ibovespa, atingindo R$ 89,10.
A pressão sobre as ações também se deve ao rebaixamento da recomendação do BofA. Por volta das 17h35 (horário de Brasília), a Vale chegou a cair mais de 3%, atingindo R$ 87,06. Apesar dessa pressão, analistas do BofA destacam que a Vale mantém uma boa disciplina de custos e uma forte execução operacional, elementos que continuam sendo importantes para a geração de valor.
O cenário externo também preocupa os analistas. Eles preveem um mercado de minério de ferro menos favorável nos próximos trimestres, devido ao avanço do projeto Simandou, que aumentará a oferta global da commodity, e ao elevado nível de estoques nos portos chineses.
Além disso, a equipe do BofA na China projeta uma queda de 2% a 3% na produção e na demanda por aço no país em 2026, indicando um cenário mais branda para o minério de ferro.
Apesar dos desafios, o BofA elevou o preço-alvo do ADR da Vale de US$ 17 para US$ 18 e o da ação negociada no Brasil de R$ 89 para R$ 95, o que representa potenciais de valorização de 6% e 8%, respectivamente, em relação ao último fechamento. No entanto, o banco revisou para baixo as projeções de receita (US$ 41,17 bilhões), Ebitda (US$ 17,82 bilhões) e lucro líquido (US$ 7,35 bilhões), indicando uma cautela com o futuro da empresa.
Autor(a):
Redação
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