Varejo Brasileiro Encerra o Ano com Margem de Resultados em Queda
As vendas no varejo brasileiro finalizaram o mês de dezembro com um desempenho ligeiramente abaixo do esperado, apresentando uma redução de 0,4% em relação a novembro, conforme dados divulgados pela Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) do IBGE nesta sexta-feira (13).
Apesar da queda mensal, o setor demonstrou resiliência no comparativo anual, registrando um crescimento de 2,3% em relação a dezembro de 2024.
Desempenho do Varejo Ampliado
Ao incluir veículos, motos, material de construção e o setor de atacado de alimentos, bebidas e tabaco, a situação se agravou. O varejo ampliado sofreu uma retração de 1,2% em dezembro. No entanto, no comparativo anual, o setor ampliado apresentou um crescimento mais robusto de 2,8%.
Fatores que Influenciaram a Queda em Dezembro
A redução nas vendas de dezembro foi impulsionada principalmente pela baixa demanda em segmentos específicos. O IBGE identificou artigos farmacêuticos e de perfumaria como um dos principais fatores de queda (-5,1%), seguido por livros e papelaria (-2,0%) e outros artigos de uso pessoal e doméstico (-1,8%).
Também houve declínio em móveis e eletrodomésticos (-0,7%), vestuário (-0,4%) e nos setores de hipermercados e supermercados (-0,3%).
Varejo por Região: Resultados Variados
A performance do varejo não foi uniforme em todo o país. Em 22 das 27 unidades da federação, o setor registrou recuo nas vendas em dezembro. Destacaram-se as quedas mais acentuadas em Rondônia (-10,2%), Roraima (-6,4%) e Espírito Santo (-5,9%). Por outro lado, Rio de Janeiro (1,9%), Bahia (1,8%) e o Distrito Federal (1,6%) apresentaram resultados positivos, impulsionando o crescimento geral do setor.
