Venda da Serra Verde: O Brasil no centro da corrida global por terras raras?

Venda da Serra Verde acende disputa global por terras raras! O Brasil no centro da “corrida do ouro do século 21”. Saiba mais!

23/04/2026 19:17

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(Imagem de reprodução da internet).

A Venda da Serra Verde e a Corrida Global pelas Terras Raras

A potencial venda da Serra Verde para a USA Rare Earth pode sinalizar o início de uma intensa disputa por recursos minerais, apelidada de “corrida pelo ouro do século 21″: o mercado de terras raras. Analistas do BTG Pactual veem nesta transação um ponto de virada para a mineração estratégica no Ocidente.

A expectativa é que este movimento desencadeie uma série de aquisições de ativos brasileiros. É crucial notar que a China ainda mantém um domínio considerável na cadeia global de terras raras, abrangendo não só a extração, mas principalmente o processamento e a fabricação final dos produtos.

A Busca por Cadeias de Suprimentos Alternativas

Essa concentração chinesa tem sido utilizada como uma ferramenta de influência estratégica. Em resposta, Estados Unidos e seus parceiros aceleraram esforços para estabelecer cadeias de suprimentos alternativas. Eles estão prontos para financiar, garantir demanda e estimular aquisições nesse setor.

O Brasil no Foco Geopolítico

Diante desse cenário, o banco questiona qual será o próximo ativo a ser negociado. Atualmente, a Serra Verde é o único empreendimento operacional de terras raras no Brasil. Com produção recente e capacidade projetada de cerca de 6,5 mil toneladas de óxidos de terras raras (REO) até 2027, o ativo possui grande relevância estratégica e crescimento de curto prazo.

A Importância Estratégica dos Recursos

O projeto Pela Ema, por exemplo, chama a atenção devido à presença notável de terras raras pesadas. Esses elementos são vitais para a produção de ímãs permanentes, componentes essenciais em veículos elétricos, turbinas eólicas e equipamentos de defesa.

Garantia de Mercado e Pressão Externa

A relevância do ativo é confirmada por um comprador já garantido: um contrato de 15 anos para fornecer 100% de sua produção inicial a um veículo apoiado pelo governo dos EUA. Isso reflete o esforço de Washington para proteger suas cadeias de suprimentos contra a hegemonia chinesa.

Os analistas ressaltam que o negócio evidencia o quão crítica se tornou a oferta de terras raras fora da China, especialmente para nações ocidentais. Para o BTG, essa exposição justifica o grande interesse dos investidores por ativos com terras raras pesadas.

Perspectivas para o Mercado Brasileiro de Terras Raras

As projeções de mercado apontam um possível déficit de quase 30% neste segmento até 2030. Com restrições de exportação vindas da China, o Ocidente precisa urgentemente preencher essa lacuna. O BTG Pactual considera o anúncio um marco histórico para o setor no Ocidente.

O Potencial de Crescimento do Setor

Embora a Serra Verde detenha a “vantagem do pioneiro” como ativo operacional no Brasil, o mapa de projetos em desenvolvimento sugere que o país se tornará um fornecedor indispensável. O banco acredita que isso pode iniciar uma onda mais ampla de transações no setor.

Próximos Alvos de Investimento

Segundo a análise, empresas em fases iniciais de desenvolvimento são alvos naturais de aquisição. O Brasil está em posição privilegiada devido aos seus depósitos de argila iônica, frequentemente mais ricos em elementos pesados. Projetos como Aclara, Viridis e Meteoric são destacados por seu potencial, embora muitos ainda não tenham o apoio de grandes mineradoras.

Dessa forma, a recomendação dos analistas é diversificar os investimentos, em vez de focar em um único nome, para aproveitar a tendência crescente do setor.

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