Verde Asset Management muda foco: o que esperar da bolsa brasileira em 2026?

Verde Asset Management ajusta foco: mais risco no Brasil e saída da renda fixa local. Entenda a visão de Luis Stuhlberger!

08/04/2026 15:05

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(Imagem de reprodução da internet).

Verde Asset Management recalibra carteira em meio à instabilidade global

Em um cenário de incertezas globais, a Verde Asset Management, sob a gestão de Luis Stuhlberger, ajustou sua estratégia de investimentos. A gestora aumentou o foco na bolsa brasileira e diminuiu a exposição à renda fixa local no início de março.

Essa movimentação indica uma visão mais otimista em relação aos ativos de risco no Brasil.

Em sua comunicação mensal, divulgada na terça-feira, dia 7, a gestora apontou que o desempenho do país foi “excepcional”, destacando o câmbio e o mercado acionário. Segundo o documento, a entrada de capital estrangeiro foi um motor importante, mantendo os preços dos ativos.

Mudanças na Renda Fixa e Visão para o Brasil

A principal alteração observada na Verde Asset Management ocorreu na área de renda fixa. A gestora zerou sua posição em juro real no Brasil, desfazendo uma aposta na queda das taxas reais, aquelas ajustadas pela inflação, como as atreladas ao Tesouro IPCA+.

Essa saída de posição sugere que a gestora está menos confiante na continuidade da queda dos juros reais no curto prazo. Ela aponta para um cenário ainda desafiador, tanto em relação à inflação quanto aos gastos fiscais internos.

Perspectivas de Risco e Retorno

A decisão também sinaliza uma reavaliação da relação risco-retorno na renda fixa doméstica. Isso ocorre em um ambiente ainda marcado por pressões inflacionárias vindas do cenário internacional e por incertezas fiscais persistentes.

Apesar dos ajustes locais, a Verde manteve posições estratégicas no exterior. Nos Estados Unidos, por exemplo, a gestora continua aplicada em juros reais e comprada na inflação implícita, reforçando a percepção de um ambiente global sob pressão de preços.

Posicionamentos Globais e Commodities

Em relação às moedas, a alocação foi mantida, incluindo posições no renminbi chinês e em uma cesta de divisas contra o dólar, além de opções de compra no real. Isso demonstra uma visão positiva para moedas de mercados emergentes.

No setor de commodities, a Verde manteve sua exposição ao ouro e adicionou uma nova posição em prata. No crédito, houve uma mudança notável: zerou a proteção contra risco brasileiro frente a outros países emergentes e passou a comprar proteção de crédito da Arábia Saudita.

Impacto Geopolítico e Perspectivas Futuras

O pano de fundo dessas movimentações foi a escalada das tensões no Oriente Médio. Para a gestora, o impacto do conflito envolvendo o Irã ainda não foi totalmente refletido nos preços da energia. A Verde alertou que, mesmo que o conflito terminasse, os preços de energia permanecerão elevados por um bom tempo.

“Os impactos de segunda ordem dessa lógica ainda não foram precificados nos mercados: é um mundo mais estagflacionário”, completou a Verde. Em março, o fundo registrou alta de 0,05%, ficando abaixo do CDI de 1,21%. No acumulado do ano, a rentabilidade atingiu 4,57%, superando o indicador de 3,41%.

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