Vereador Rony Gabriel e Influenciadores recebem propostas para atacar Banco Central

Vereador Rony Gabriel e Juliana Moreira Leite relataram contato via Instagram para criar conteúdo questionando liquidação do Banco Central. PF investiga Master

06/01/2026 20:44

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(Imagem de reprodução da internet).

Influenciadores digitais relataram ter recebido propostas para criar e disseminar conteúdo nas redes sociais, visando questionar a liquidação decretada por uma entidade. Essas abordagens buscavam amplificar uma reportagem publicada pelo portal Metrópoles em 19 de dezembro, que mencionava um despacho do Tribunal de Contas da União (TCU) sobre a possível atuação precipitada do Banco Central.

A situação gerou preocupações sobre possíveis irregularidades.

Relatos e Contatos

O vereador Rony Gabriel, do Partido Liberal de Erechim (RS), informou ter recebido o contato em 20 de dezembro, através da plataforma Instagram, onde possui cerca de 1,4 milhão de seguidores. Juliana Moreira Leite, com um público equivalente nas redes sociais, também relatou uma abordagem similar.

Os contatos foram feitos por André Salvador, representante da UNLTD Brasil, e Junior Favoreto, do Portal Group Br, respectivamente.

Estratégia e Propostas

Segundo os relatos, o grupo propunha um “gerenciamento de crise” para um executivo de grande porte, com o objetivo de promover uma disputa política contra o que eles descreviam como “o sistema”. A narrativa incluía referências à esquerda e ao centrão.

O grupo oferecia remuneração milionária em troca da participação na campanha.

Documentos e Reuniões

O vereador Rony Gabriel apresentou documentos, mensagens e gravações para sustentar seu relato. O assessor Nathan Felipe assinou um acordo de confidencialidade em 27 de dezembro, e participou de uma reunião virtual com os intermediários. Durante o encontro, a reportagem do Metrópoles foi utilizada como exemplo de conteúdo, com a orientação de levantar dúvidas sobre a atuação do Banco Central.

Investigação da Polícia Federal

A Polícia Federal está investigando suspeitas de crimes financeiros envolvendo o caso Master. A investigação apura a venda de carteiras de crédito consignado, que podem ser falsas, somando aproximadamente R$ 12 bilhões. A PF está ouvindo executivos de instituições financeiras.

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