Vitória lidera com o metro quadrado mais caro do Brasil em 2025

Vitória lidera com o metro quadrado mais caro do Brasil! Dados do FipeZap revelam que a Capital Capixaba encerrou 2025 com R$ 14.108/m² – recorde nacional.

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(Imagem de reprodução da internet).

Vitória, Capital Capixaba, Apresenta o Preço Mais Alto do Metro Quadrado no Brasil

Enquanto a percepção comum aponta para São Paulo, Rio de Janeiro ou Brasília quando se trata de preços elevados no Brasil, dados recentes do índice FipeZap revelam um cenário diferente. Em 2025, Vitória encerrou o ano como a capital com o metro quadrado mais caro do país, atingindo uma média de R$ 14.108.

Essa informação chama a atenção, especialmente considerando que o aumento dos preços dos imóveis na média nacional foi de 6,52% no mesmo período – a segunda maior alta dos últimos 11 anos – enquanto Vitória registrou uma valorização ainda maior, de 15,13%, figurando entre as cidades que mais encareceram.

Ranking Nacional Vitória se destaca no ranking entre as 22 capitais monitoradas pelo índice, ocupando a primeira posição com uma margem confortável. No ranking geral, que reúne 56 municípios, a cidade ocupa o terceiro lugar, ficando atrás apenas de Balneário Camboriú (R$ 14.906/m²) e Itapema (R$ 14.843/m²), dois importantes centros do mercado imobiliário de alto padrão em Santa Catarina. Cidades como Pelotas (R$ 4.353/m²), Betim (R$ 4.700/m²) e São Vicente (R$ 4.771/m²) apresentam preços significativamente inferiores, evidenciando a forte desigualdade regional nos preços imobiliários.

Origem e Restrição de Espaço A explicação para o elevado valor do metro quadrado em Vitória reside em sua origem. Fundada em 1551, a cidade nasceu em uma ilha, escolhida pelos portugueses como ponto estratégico de defesa contra invasões pelo litoral. Desde então, a capital se desenvolveu sob uma condição permanente: a escassez de espaço. Cercada pelo mar, por morros e por áreas de manguezal, Vitória nunca teve possibilidade de expansão horizontal ampla, como ocorreu em outras cidades brasileiras. Essa restrição territorial, que por séculos foi apenas um traço histórico, transformou-se em vantagem econômica no século XXI.

Desenvolvimento Urbano e Economia Por muito tempo, Vitória ocupou um papel discreto na economia do Espírito Santo. O crescimento do estado esteve ligado ao café no interior, enquanto a capital atuava como porto de apoio e sede administrativa. A mudança veio ao longo do século XX, quando Vitória se firmou como centro político, financeiro e institucional do estado, enquanto a indústria pesada, a logística e os grandes portos se distribuíram pela Região Metropolitana. Esse modelo gerou um efeito relevante: a capital permaneceu compacta e relativamente organizada, enquanto os municípios vizinhos absorveram grande parte da expansão industrial. A urbanização da orla, especialmente em regiões como a Enseada do Suá e a Praia de Camburi, integrou moradia, comércio, serviços e lazer. A cidade apresenta atualmente bons indicadores sociais, com um IDHM de 0,845. Vitória é um centro financeiro cercado pelo mar.

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