Vivo: Uma Aposta para a Tranquilidade nos Dividendos
Para quem acompanha a coluna há algum tempo, sabe que, quando o assunto é investimento, busco tranquilidade. Quero empresas que cresçam de forma consistente, paguem bons dividendos e não causem dores de cabeça. É uma estratégia que, na minha visão, deveria ser adotada pela maioria dos investidores.
É claro que, em algumas situações, empresas com um potencial de crescimento um pouco maior podem ser interessantes, especialmente em uma pequena parte do portfólio. No entanto, a maior parte do meu capital deve estar em empresas sólidas como a Vivo (VIVT3), que apresentou um resultado positivo nesta semana.
A Vivo se destaca como uma das empresas com melhor desempenho no quarto trimestre de 2026, em um cenário onde muitas empresas têm apresentado resultados pouco inspiradores. A ação subiu 3,2% na última segunda-feira (23), no dia da divulgação dos resultados.
Os números mostram um crescimento robusto em diversas áreas.
A receita com serviços móveis (celulares) aumentou 7%, enquanto a expansão da fibra óptica foi de 9% e os serviços para empresas (cloud, cibersegurança, etc.) cresceram 10%. O que mais chamou a atenção foi o controle de custos, que permitiu aumentar a margem de lucro e o EBITDA, além do crescimento do lucro líquido.
A geração de caixa, que determina a capacidade da empresa de distribuir dividendos, também foi positiva.
A Vivo passou por um período difícil por volta de 2022, com investimentos em leilões de 5G e ativos da Oi, o que impactou os dividendos naquela época. No entanto, a expectativa é que a demanda aumente nos anos seguintes, o que deve melhorar o pagamento de dividendos.
Como demonstrado no gráfico, a relação entre investimento e receita (capex/receita) diminuiu desde 2022.
A combinação do aumento da receita com investimentos relativamente estáveis tem gerado uma forte geração de caixa e, consequentemente, um aumento na distribuição de dividendos. A expectativa é que a empresa continue a apresentar bons resultados e a distribuir dividendos de forma consistente, sem causar preocupações aos acionistas.
Apesar de ser considerada uma ação menos chamativa na Bolsa, a Vivo já se valorizou quase 30% em 2026, e seus múltiplos (5,5x valor da firma/ebitda) e seu yield (taxa de dividendos) ainda são atrativos para quem busca tranquilidade nos investimentos.
Por esses motivos, a Vivo é uma das minhas principais teses na Carteira Mensal de Dividendos, que oferece acesso gratuito após o cadastro. Um abraço e até a próxima, Ruy
