Volatilidade e incerteza: o que o cenário econômico reserva para o investidor em 2026?

Volatilidade econômica persiste! O que o cenário global e o conflito no Oriente Médio significam para o seu bolso? Entenda os riscos!

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(Imagem de reprodução da internet).

O Cenário Econômico em Meio à Incerteza Global

Lembram-se de há seis anos, no início da pandemia de coronavírus no Brasil? Passamos por um período intenso, vivendo em casa, lavando embalagens com álcool, fazendo pão caseiro e conciliando reuniões virtuais com transmissões ao vivo intermináveis.

Devido ao Covid-19, iniciamos o que chamamos de “novo normal”, uma reconfiguração na maneira como equilibramos vida pessoal, social e profissional. Economicamente, alguns setores prosperaram, enquanto outros enfrentaram o risco de desaparecer. A inflação, nesse descompasso, também teve um aumento significativo.

A Volatilidade Persiste no Cenário Atual

Naquela época, pairavam muitas incertezas sobre os mercados: quando haveria uma vacina ou um tratamento eficaz, e quando a situação voltaria à normalidade. Hoje, vivemos um período de grande volatilidade, mesmo com um acordo de cessar-fogo.

Não é possível prever se os países envolvidos no conflito do Oriente Médio realmente chegarão a uma solução, nem quando o fornecimento de petróleo será totalmente restabelecido. Matheus Spiess, colunista do Seu Dinheiro, aponta que “a incerteza em torno da duração e da intensidade do conflito ainda impede uma leitura mais clara do cenário à frente, o que mantém as expectativas pressionadas e limita a visibilidade dos agentes econômicos”.

Impactos para o Investidor e o Banco Central

Para o investidor, esse cenário afeta diretamente os juros. Sem previsibilidade econômica, torna-se difícil antecipar os próximos passos do Banco Central, que mal iniciou um ciclo de cortes na Selic. Assim, a normalização da inflação ou a manutenção de um “novo normal” permanece incerta.

Sinais de Dificuldade no Setor Empresarial

A situação apertou para muitas empresas, tanto grandes quanto pequenas. As companhias entraram em 2025 já fragilizadas, vindo de um ciclo de juros bastante restritivo, o que dificultou o pagamento das dívidas.

Para evitar a falência, o número de empresas que solicitaram recuperação judicial, como medida protetiva contra cobranças, atingiu recordes em 2025. Este foi o maior patamar da série histórica, conforme dados da Serasa Experian.

Tensão Geopolítica e Movimentação dos Mercados

No cenário internacional, a expectativa de um acordo entre o Irã, Estados Unidos e Israel se aproxima de um prazo final. Após um ultimato sobre a reabertura do Estreito de Ormuz até esta terça-feira (7), o governo norte-americano intensificou ataques no território iraniano na noite anterior.

Apesar das tensões, os preços do petróleo oscilam nesta manhã. Na Ásia, os mercados fecharam a sessão de hoje em alta, e o mesmo ocorreu nas bolsas europeias, que abriram no azul. Contudo, após o Irã elevar o tom, os índices caminham sem uma direção única.

Foco nos Dados Econômicos e Nacionais

O governo iraniano ameaçou atacar infraestruturas energéticas, o que poderia prejudicar o fornecimento de petróleo e gás por anos, e afirmou levaria o conflito “além da região”. Em Wall Street, os índices futuros de Nova York indicaram um dia positivo nesta terça-feira, mas perderam ganhos após o anúncio.

Os investidores acompanham dados de encomendas de bens duráveis e crédito ao consumidor dos EUA, além de falas de autoridades do Federal Reserve (Fed). No Brasil, o destaque é a publicação da balança comercial de março, e a reunião do diretor de Assuntos Internacionais do Banco Central, Paulo Picchetti, em São Paulo.

Os mercados nacionais ainda processam a nomeação de um novo presidente para o conselho da Petrobras.

Perspectivas e Recomendações do Mercado

Com o Brent em alta, o Itaú BBA revisou seus modelos para as petroleiras brasileiras, atualizando os preços-alvo esperados para o setor. Em relação ao setor de mineração, o Banco destaca a resiliência da Vale frente a outras mineradoras, projetando forte fluxo de caixa mesmo com pressão de custos.

Outros destaques incluem a expectativa de que a Hypera tenha um primeiro trimestre mais fraco em 2026, mas ainda assim recomendação de compra da ação. Além disso, o Banco Central vê um cenário mais incerto devido ao conflito entre EUA, Israel e Irã, enquanto a inflação sobe nas projeções, diminuindo o espaço para cortes de juros.

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