Volta às Aulas 2026: Preços Alarmantes e Famílias em Crise Financeira!

Volta às aulas de 2026: Preços dos materiais escolares alarmam famílias! 😱 Famílias brasileiras enfrentam encarecimento acima da inflação e dívidas. Saiba mais!

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(Imagem de reprodução da internet).

A volta às aulas de 2026 está gerando preocupação para muitas famílias brasileiras, devido ao aumento dos preços dos materiais escolares. Essa situação se repete anualmente, com os preços subindo acima da inflação geral, intensificando a pressão financeira no início do ano letivo.

Pesquisas de mercado mostram que a “cesta de volta às aulas” teve um aumento de 5,32% em 2025, enquanto o IPCA acumulado no mesmo período ficou em 4,26%. Essa diferença indica um encarecimento acima da média da economia. Em um período mais longo, entre 2021 e 2025, os preços dos materiais escolares subiram 39,34%, superando a inflação geral do período, que foi de 33,13%.

O economista e educador financeiro Leonardo Baldez Augusto explica que a alta dos preços é causada por um pico de demanda previsível. “Milhões de famílias compram material escolar ao mesmo tempo, e esse é um tipo de gasto que não pode ser adiado.

A aula começa, o material precisa estar lá”, afirma. Ele também destaca que o comércio tende a reajustar os preços nesse período devido à alta procura.

Baldez aponta que custos acumulados ao longo do ano anterior são repassados no início do ano, quando o giro do comércio é maior. “Papel, plástico e outros insumos sofrem influência do dólar e do mercado internacional, mesmo quando o produto é fabricado no Brasil.

Soma-se a isso o custo do transporte, que tem impacto significativo em um país de dimensões continentais”, explica.

A especialista em finanças e diretora da MIDE Mesa Proprietária, Milene Dellatore, reforça que o comportamento do consumidor também influencia o cenário. “No começo do ano, todo o Brasil praticamente vira o calendário escolar junto. Essa compra em massa, do norte ao sul do país, aumenta a demanda e, consequentemente, os preços”, diz.

Milene Dellatore ressalta que a situação é ainda mais delicada para famílias que não possuem reserva financeira. “Grande parte das famílias de baixa renda já está endividada e utiliza crediário ou cartão de crédito para comprar o material escolar.

A indústria e o comércio acabam oferecendo parcelamentos longos, de cinco a até 12 vezes, para tentar encaixar esse gasto no orçamento”, afirma.

Diante desse cenário, os especialistas recomendam planejamento, reaproveitamento de materiais de anos anteriores e pesquisa de preços como formas de reduzir o impacto financeiro da volta às aulas no orçamento familiar.

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