Warner Bros. Discovery se junta à Paramount Skydance em Acordo Bilionário
Um acordo de aquisição de US$ 110 bilhões entre a Warner Bros. Discovery e a Paramount Skydance foi confirmado através de um trecho de áudio de uma reunião interna, conforme reportado pela Reuters. A assinatura do contrato ocorreu na manhã de sexta-feira, marcando um dos movimentos mais significativos na indústria do entretenimento.
Segundo informações, a Paramount Skydance ofereceu US$ 27,75 por ação para a Warner Bros. Discovery, enquanto a Paramount Skydance elevou a oferta para US$ 31 por ação. O acordo inclui uma dívida de aproximadamente US$ 29 bilhões, consolidando uma das maiores reestruturações financeiras e operacionais do setor em Hollywood.
Catálogo de Propriedade Intelectual e Streaming
A fusão resultará na criação de um dos maiores estúdios de cinema do mundo, unindo um vasto acervo de propriedade intelectual. O portfólio da Warner Bros. Discovery inclui franquias de grande sucesso como “Animais Fantásticos” e “Matrix”, gerando expectativas para novas produções e expansão de mercado.
Além disso, a transação visa fortalecer a posição da Paramount Skydance no mercado de streaming, com a possibilidade de integração entre os serviços HBO Max e Paramount+. Essa união representa um desafio direto à Netflix, buscando consolidar a liderança no setor e influenciar os preços e a oferta de conteúdo para o consumidor.
Desafios Regulatórios e Impactos no Mercado
A operação está sujeita a rigorosos escrutínios antitruste nos Estados Unidos e em outros países, incluindo análises na Califórnia e em Washington. Parlamentares de diferentes partidos políticos já expressaram preocupações sobre o potencial impacto da fusão na concorrência, nos preços para o consumidor e sobre os empregos na indústria cinematográfica.
A Paramount Skydance, liderada pelo filho do bilionário Larry Ellison, David Ellison, vinha buscando a aquisição da Warner Bros. Discovery desde o ano passado, com uma estratégia considerada inicialmente hostil. A empresa revisou a proposta, elevando a multa rescisória em caso de falha na aprovação regulatória para US$ 7 bilhões, demonstrando o compromisso com a transação.
