Washington Post em Crise: Saída de Lewis e Cortes Drásticos Sacodem o Jornal

Washington Post enfrenta crise! Editor-executivo sai e cortes drásticos abalam o jornal. Assinantes fogem e críticas surgem. Saiba mais!

09/02/2026 12:08

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(Imagem de reprodução da internet).

Washington Post Anuncia Saída do Editor-Executivo e Cortes Drásticos

O editor-executivo do Washington Post, Will Lewis, surpreendeu o mercado no sábado (7) ao anunciar sua saída do cargo. A notícia veio poucos dias após outras mudanças internas no jornal. A decisão marca o fim de um período de dois anos que foi marcado por uma série de reestruturações internas e, para muitos, uma perda de relevância comercial que afetou o veículo.

Em um comunicado enviado aos funcionários, Lewis justificou sua decisão, afirmando que “este é o momento certo para se afastar”, após liderar um ciclo de transformações no jornal. A saída de Lewis acontece em um momento delicado para o Washington Post, que enfrenta desafios significativos em sua estratégia e impacto no mercado.

Jeff D’Onofrio, diretor financeiro do Post, assumirá interinamente a função de editor-executivo. A transição ocorre em meio a cortes drásticos anunciados na quarta-feira (4), que ultrapassaram as expectativas de analistas e funcionários. As medidas incluem o fechamento da tradicional editoria de esportes, o encerramento da equipe de fotografia e reduções significativas nas áreas de cobertura local, política e internacional.

Apesar da magnitude das demissões, nem Lewis nem o controlador do jornal, o bilionário Jeff Bezos, participaram da reunião em que as demissões foram comunicadas. A reestruturação ocorre em um contexto de deterioração da base de assinantes e da saída de profissionais experientes nos últimos anos.

O Washington Post perdeu dezenas de milhares de assinantes após a decisão de Bezos, no final da campanha presidencial de 2024, de recuar de um endosso editorial planejado à então candidata Kamala Harris, além de mudanças na linha editorial da seção de opinião.

O ex-editor Martin Baron, que comandou o jornal no início da era Bezos, criticou publicamente a atual gestão, classificando o episódio como um exemplo de “destruição de marca autoinfligida”, ao apontar uma tentativa de alinhamento político que teria afastado leitores e enfraquecido o posicionamento do veículo.

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