Weg em Crise? Lucros Caem e Analistas Alertam sobre Desaceleração no 4T25
Weg enfrenta turbulência! Ações caem 2% e analistas alertam: “pior trimestre em uma década”. Descubra os desafios da gigante!
Weg Enfrenta Desaceleração e Questionamentos no 4T25
As ações da Weg (WEGE3) abriram a sessão de quarta-feira (25) com forte pressão, refletindo um quarto trimestre que reacendeu preocupações sobre a companhia. Após anos de expansão acelerada, a empresa, conhecida como a “fábrica de bilionários”, parece ter perdido um tanto força.
Por volta das 12h20, os papéis da Weg caíam 2%, cotados a R$ 50,38. Apesar da queda, a empresa ainda apresenta uma valorização de 3% desde o início do ano.
O balanço do 4T25 trouxe números mais fracos na linha de crescimento, com o lucro líquido caindo 6,3% para R$ 1,59 bilhão, abaixo das expectativas do mercado, que projetava R$ 1,68 bilhão. O Ebitda, que mede a capacidade de geração de caixa, também caiu 4%, totalizando R$ 2,29 bilhões.
Apesar disso, a margem Ebitda apresentou um avanço de 0,3 ponto percentual, impulsionada por um mix de produtos mais favorável, maior participação em negócios de ciclo longo e ganhos de eficiência operacional.
Análise Detalhada dos Resultados da Weg
A receita operacional líquida caiu 5,3% para R$ 10,2 bilhões, impactada principalmente pela menor demanda em projetos de geração solar centralizada e pela ausência de negócios de geração eólica. O retorno sobre o capital investido (ROIC) também recuou, atingindo 32,5% no quarto trimestre de 2025.
A Weg reconhece que o trimestre refletiu um desempenho saudável das margens e da rentabilidade, sustentado pelo bom momento dos negócios de ciclo longo e pela manutenção da disciplina operacional. A queda na receita foi puxada pela menor demanda em projetos de geração solar centralizada e pela ausência de negócios de geração eólica.
Visão dos Analistas e o Futuro da Weg
O BTG Pactual destaca que o resultado da Weg repete o dilema já observado no terceiro trimestre: receita mais fraca e margens mais fortes. Para uma ação negociada a um múltiplo de mais de 30 vezes o lucro, crescimento importa. O Itaú BBA classificou o período como “o tão aguardado pior trimestre em uma década”, mas com um alívio: foi melhor do que muitos temiam.
As margens foram a grande surpresa, com expansão no trimestre, contrariando a expectativa de retração. A Weg construiu a reputação de atravessar ciclos preservando rentabilidade e disciplina — atributos difíceis de replicar e, por isso mesmo, precificados a prêmio na bolsa.
O desafio agora não é provar eficiência, mas sustentar crescimento suficiente para justificar múltiplos elevados de valuation em um cenário de maior volatilidade cambial e base comparativa exigente.
Autor(a):
Redação
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