Minerva (BEEF3) Recebe Atenção da XP Investimentos
A XP Investimentos acaba de alterar sua perspectiva sobre a Minerva (BEEF3), aplicando um “golpe duplo” na tese de investimento do frigorífico. A corretora reduziu o preço-alvo da ação e rebaixou a recomendação, classificando os papéis de “compra” para “neutra”.
Essa mudança reflete uma avaliação mais cautelosa da empresa, considerando fatores como um quarto trimestre fraco e incertezas no mercado.
Motivos para o Rebaixamento
Os principais motivos que levaram a XP a revisar sua tese são a expectativa de um desempenho fraco no quarto trimestre de 2026 e uma relação risco-retorno que se tornou menos atraente. Apesar de os analistas manterem uma visão positiva do longo prazo, devido à escassez global de carne bovina, o diagnóstico para o curto prazo é mais reservado.
Projeções Revisadas
A XP reduziu suas projeções de lucro da Minerva. O preço-alvo caiu de R$ 8,40 para R$ 7,20 ao fim de 2026. As estimativas para o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) foram cortadas em 7% para 2026 e 6% para 2027, sendo mais conservadoras do que o consenso de mercado.
Fatores de Risco
A corretora destaca uma série de fatores que podem limitar o potencial de valorização das ações da Minerva. No cenário externo, a dependência das exportações para a China e as incertezas nas cotas de exportação são pontos de atenção. No Brasil, o consumo doméstico fraco e a possível virada no ciclo do gado também contribuem para o cenário de risco.
Análise do Valuation
Os analistas da XP avaliam que a Minerva negocia a 4,6 vezes o valor de firma sobre o Ebitda projetado para 2026, com um FCF yield (indicador que mostra quanto dinheiro vivo a empresa gera em relação ao seu preço) de 10,8%. Apesar de os múltiplos não parecerem exagerados, a corretora considera que não compensam os riscos crescentes no horizonte.
Conclusão
Em resumo, a XP Investimentos adota uma postura mais cautelosa em relação à Minerva (BEEF3), devido a uma combinação de fatores, incluindo projeções de resultados fracos, riscos externos e uma avaliação do valuation que não se mostra atrativa no momento.
